Trabalhar (e viver) na pandemia traz riscos para o corpo e a mente

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A crise sanitária traz riscos para o corpo, por causa da covid-19, e também para a mente, pelas mudanças e desafios impostos em todos os aspectos da vida, inclusive a carreira. Especialistas em psicologia dão dicas para lidar com diferentes obstáculos. Confira, também, um guia de terapias oferecidas por faculdades do DF – (crédito: Reprodução)

Mudanças impostas pela crise trazem desafios para todos os aspectos da vida, inclusive a carreira. Psicólogos dão dicas para lidar com obstáculos

A pandemia em si e o risco direto à vida, o isolamento social, uma série de mudanças ao que conhecíamos por normalidade… Isso por si só seria suficiente para desencadear piora em questões como ansiedade e depressão. Várias outras transformações se impuseram no mercado de trabalho e atingiram os mais diversos grupos de distintas formas. Há os que tiveram de ir para o home office emergencial forçado sem nunca terem trabalhado assim. Outros precisam continuar saindo de casa para trabalhar e, por isso, sentem o peso de se arriscar diariamente.

Os profissionais de saúde na linha de frente da luta contra o novo coronavírus, ainda mais que os outros, estão sob a pressão de estarem expostos ao contágio. Muitas pessoas se viram com jornadas reduzidas ou perderam o emprego. Lidar com todas essas questões com as crianças em casa não é pouco. Não é de se estranhar se a saúde mental chegar ao limite, como demonstram os dados da 12ª edição do Índice de Confiança da Robert Half (ICRH). A pesquisa revela que 37% dos profissionais notaram piora na saúde mental e no bem-estar durante o período da quarentena. Outros 33% não perceberam diferença e os demais (11%) sentiram melhora.

Quem passou para o home office pode sentir alguns benefícios, como ganho de tempo por não ter de se deslocar até o local de trabalho e maior proximidade com a família. Pesquisas como a feita pelo ADP Research Institute comprovaram que, em geral, a carga de serviço aumentou. Então, a economia de tempo do formato remoto nem sempre se reverte em mais lazer. Há, ainda, uma grande parcela de trabalhadores que não tiveram como optar pelo home office e precisam enfrentar o perigo cara a cara, como profissionais de saúde, ambulantes, varejistas, entre outros.

Fonte:Correio Braziliense

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