McLaren anuncia Alonso para 2015, e escolhe Button, em vez de Magnussen

A novela McLaren finalmente chegou ao fim. Depois de meses de indefinição, o tradicional time britânico anunciou nesta quinta-feira, em uma coletiva em sua sede em Woking, a dupla para 2015. Como já era esperado, o bicampeão Fernando Alonso, que recentemente se desvinculou da Ferrari, retornará à equipe que deixou de forma polêmica no fim de 2007. A dúvida era sobre quem seria seu companheiro, Jenson Button ou Kevin Magnussen, pilotos do time em 2014. E contrariando os prognósticos iniciais que apontavam para a manutenção do jovem dinamarquês, a escuderia optou pela experiência do campeão mundial de 2009. Com isso, o time contará com dois veteranos campeões mundiais, Alonso, de 33 anos, e Button, de 34. Juntos, os dois somam exatos 500 GPs, 47 vitórias e três títulos – dois do espanhol (2005 e 2006) e um do britânico (2009). Magnussen, que estreou na Fórmula 1 em 2014, seguirá no time, mas rebaixado ao cargo de piloto reserva e de testes.

– A política da McLaren sempre foi de reunir a mais forte dupla possível. E com Fernando e Jenson, acreditamos firmemente de que é isso o que temos. Assinamos com Fernando há um tempo, mas decidimos não anunciar o fato até renovarmos com Jenson como seu companheiro. Por diversas razões, as negociações com Jenson levaram um tempo, mas agora, que foram concluídas, estamos confiantes de que nossa colaboração com ele continuará a prosperar no futuro, assim como foi no passado. Posso assegurar que agora, em termos de magnitude, temos a melhor dupla da atual Fórmula 1 – garantiu Ron Dennis, presidente e diretor executivo da McLaren.

Sete anos depois de deixar a equipe pela porta dos fundos no fim de 2007 sendo um dos pivôs do escândalo que ficou conhecido como “Spygate” (espionagem da McLaren a documentos confidenciais da Ferrari), Alonso retorna à escuderia para ser a grande estrela do projeto Honda. A partir de 2015, o time inglês volta a contar com os motores da montadora japonesa, reeditando a parceria que tanto fez sucesso no fim da década de 1980, início da década de 1990, com Ayrton Senna e Alain Prost.

– Eu me junto a este projeto com enorme entusiasmo e determinação, sabendo que pode requerer algum tempo para atingirmos os resultados que estamos almejando, o que não será problema para mim. Ao logo do último ano, recebi algumas ofertas, algumas delas bem tentadoras, tendo em vista as atuais performances de alguns times. Mas há mais de um ano, a McLaren-Honda entrou em contato comigo e me chamou para fazer parte, de uma forma muito ativa, do retorno da parceria, uma parceria que dominou a Fórmula 1 por muito tempo.

A equipe repetiu o desejo aberto, a perseverança e a determinação em tornar possível meu retorno para esta excitante parceria, o que foi um dos fatores mais importantes para eu tomar esta decisão. Não podemos esquecer o fator mais importante: nós compartilhamos objetivos e expectativas em comum, e há um futuro muito sólido pela frente. Quero agradecer a persistência de todos que lutaram para isso se tornar realidade. Farei tudo que for capaz para retribuir a todos e à equipe, baseado em uma fórmula que sempre funcionou comigo: esforço, sacrifício, perseverança e fé – declarou Alonso.

A indefinição em torno do segundo nome do time acabou ofuscando o retorno triunfal do piloto espanhol. Foram meses de indefinição. Primeiro, o anúncio estava previsto para antes do encerramento da temporada, em Abu Dhabi. Depois, foi adiado para o começo de dezembro. Mas uma reunião entre a cúpula do time na sede da equipe na semana passada não chegou a um consenso.

– Gostaria de fazer uma homenagem ao Kevin, que fez um grande trabalho nesta temporada e seguirá fazendo parte do time integralmente. Ele será nosso piloto de testes e reserva e continua a ser uma excelente perspectiva para o futuro – ressaltou Dennis.

A princípio, a McLaren estava inclinada a manter Magnussen, de 22 anos, que estreou na Fórmula 1 em 2014 – com direito a pódio no GP da Austrália. A equipe acreditava ser mais interessante apostar na juventude e no potencial da promessa dinamarquesa, em um mix com a experiência do consagrado espanhol. Porém, a consistente segunda metade de temporada do inglês de 34 anos acabou mexendo com a cabeça dos chefões da escuderia. Jenson terminou o campeonato com 126 pontos, mais que o dobro de Magnussen, que anotou 55. O conhecimento técnico do veterano também pesou. O time acredita que a experiência do piloto inglês será fundamental no desenvolvimento da parceria McLaren-Honda neste primeiro ano. Pesou também o bom relacionamento de Button com a montadora japonesa. Ele pilotou pela marca nos três anos que a Honda teve uma equipe própria na F-1, de 2006 a 2008.

– Estou muito empolgado em embarcar em meu 16º ano na Fórmula 1 e minha sexta temporada com a McLaren. Como Fernando, estou certo que McLaren e Honda alcançarão coisas grandes junto. E tenho certeza que, trabalhando em conjunto, todos nós criaremos um brilhante e efetivo time vencedor. Fazer parte da nova McLaren-Honda é uma oportunidade maravilhosa para todos nós e estou muito grato em ser convidado para fazer minha parte. Estou muito ansioso. Estou feliz também que Kevin siga fazendo parte do time. Ele é um piloto rápido e um cara legal. E estou muito ansioso em ter como companheiro um piloto tão rápido e experiente quanto Fernando. Tenho certeza que trabalharemos extremamente bem juntos – declarou Button.

 

Com informações do GloboEsporte.com/Foto: Divulgação-BN

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