Rui critica atuação de judiciário na condenação de Lula

Com informações do A Tarde ( Foto: Reprodução)

O governador Rui Costa elevou o tom ao final do discurso de reabertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa ao dizer que “um juiz não fica bem na política, político também não fica bem no judiciário. Um promotor não fica bem na política”. O governador não especificou a que se referia seus comentários, mas deixou subentendido que referir-se à Lava Jato e ao que o PT vem chamando de politização do judiciário envolvendo a condenação do ex-presidente Lula.

O governador disse, ainda, que “em nenhum lugar do mundo um promotor tem redes sociais e opina sobre política. Ninguém está acima da lei, nem eu, nem o ex-presidente. Mas todos merecem ser julgados conforme a lei. Ninguém pode ser condenado há 12 anos pelo convencimento de um juiz. Não tem um e-mail, um registro cartorial, uma gravação”.

Nordeste

Durante a leitura da mensagem que reabre os trabalhos do ano legislativo, na Assembleia Legislativa da Bahia, o governador discursou para deputados, secretários e autoridades dos três poderes e disse que defende a união dos estados do Nordeste para “enfrentar o acentuado processo de discriminação e de falta de prioridade política com a região”, referindo-se ao governo federal.

Em um discurso iminentemente político, neste que é um ano eleitoral no qual ele concorre a reeleição, o governador preferiu fazer um balanço positivo de sua administração em relação ao exercício de 2017 nas áreas de saúde, educação e infraestrutura.

Rui apontou dificuldades decorrentes da crise, como o recebimento de R$ 250 milhões a menos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para o estado.

O governador também aproveitou o discurso para anunciar a construção do que chamou de ‘Novo Hospital Couto Maia’, no bairro de Cajazeiras, na capital baiana. Ele também anunciou construção de um hospital em Ribeira do Pombal, cidade a 271 km de Salvador.

Educação

Mantendo o tom político de seu discurso, Rui lembrou que nasceu e viveu no morro do bairro da Liberdade, e que foi a educação que fez com que melhorasse sua condição de vida.

“Eu, que vim de uma família trabalhadora e humilde, tinha um pai e uma mãe que compreenderam a educação como instrumento de transformação da realidade para seus quatro filhos. A partir dessa lição que aprendi no seio da minha própria família, eu decidi, ainda antes de tomar posse como governador, que iria entrar nas escolas e conhecer as unidades de ensino. Nas minhas viagens a Bahia visitei mais de 300 escolas”.

Infraestrutura

Na área de infraestrutura, o governador citou obras para municípios de médio e grande porte, como a ponte do Pontal, na cidade de Ilhéus. Obra de mais de 2 quilômetros está em estado avançado e deve ser entregue este ano.

Outra ponte, a do rio são Francisco, que liga Xique Xique à Barra, obra ligada ao projeto de PPP para a estrada do feijão, com investimento de R$ 700 milhões, ao longo de 20 anos de concessão.

Fiol 

O governador disse que a obra de construção da Ferrovia Oeste Leste (FIOL), no sul da Bahia, sofre com a falta de prioridade do Governo Federal. A ferrovia depende de edital da união. Disse que a Bahia está em negociação com consórcios chineses para conclusão da Fiol e do Porto Sul.

Salvador 

Rui disse que o governo está presente na capital baiana e que o metrô de Salvador é hoje a maior obra urbana do Brasil e que coloca a Bahia no terceiro lugar entre os estados com maior extensão deste modal. Ao final das obras serão 42 km de metrô. “As próximas semanas serão movimentadas, pois teremos entregas de estação, de passarelas, de terminal de ônibus, culminando com a inauguração da estação de metrô do aeroporto. Ainda neste semestre vamos licitar a linha 3 do metrô, ligando Águas Claras e Cajazeiras”.

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