Rodoviários de microônibus fazem manifestação e bloqueiam trânsito

    Com informações do Correio da Bahia ( Foto: Reprodução)

    Motoristas que pretendem pegar a Antônio Carlos Magalhães, na região do Iguatemi, em Salvador, na manhã desta segunda-feira (26) devem estar atentos. Rodoviários do Subsistema de Transporte Especial Complementar (Stec) realizam um protesto no local e, desde às 6h, ocupam quatro, das cinco faixas. Eles reivindicam a integração com o sistema de metrô e ônibus.

    Os rodoviários seguravam faixas alertando sobre o risco de desemprego fora do sistema de integração. Os manifestantes espalharam objetos na pista e queimaram pneus. Apenas uma faixa está liberada.

    Por conta da manifestação, o trânsito ficou lento na região do Iguatemi, na chegada da BR-324, no Acesso Norte e na Avenida Paralela. A Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) e a Polícia Militar monitoram a região.

    Para diminuir o engarrafamento, a Transalvador iniciou o desvio no trânsito de quem segue da Bonocô para Rótula do Abacaixi e Luís Eduardo Magalhães; e quem segue do Hiperposto para a Avenida Paulo VI.

    De uma frota de 291, 256 micro-ônibus estão parados na região da Avenida ACM. Conforme o presidente da Cooperativa dos Permissionários do Transporte Alternativo de Salvador, Pedro Miranda, as negociações com o sindicato das empresas de ônibus acontecem há cerca de dois anos e sete meses. Pedro disse que a categoria tem uma dívida que beira R$ 18 milhões com bancos, em função de investimentos.

    “Eles fizeram uma série de exigências. Pediram novos ônibus, novos validadores eletrônicos. Investimos R$ 47 milhões, destes, ainda devemos R$ 17,8 milhões e nada. Nada de integração, nada de cumprir o que acordaram conosco. Ficou acertado que logo após do Carnaval, seria iniciada a integração com o metrô, que já teve o aval do governo, por meio da Sede”, afirmou o representante da categoria.

    Ainda segundo Pedro Miranda, a quantidade de passageiros despenca diariamente. “Transportavamos uma média de 153 mil pessoas, depois para 123 mil e, estamos, hoje, com o número de 90 mil. Quer dizer, temos um prejuízo absoluto”, conclui.

    As vias em frente ao Shopping da Bahia estão livres. Ônibus e carros passam por estas.A via de passagem para quem vem da Lucaia tem três vias livres. Já quem saiu do Corpo de Bombeiros, sentido Paralela, tem apenas uma faixa livre.

    Os reflexos do engarrafamento chegam até a rua Silveira Martins no Cabula, onde o motorista de Uber Rafael Santos, 22 anos,  foi buscar um passageiro e está no trânsito parado há mais de uma hora. No local, além do engarrafamento, ainda há chuva. “É complicado. Tudo travado. A gente troca de marcha várias vezes e gasta mais combustível. E ainda está chovendo e corre o risco de o carro quebrar e alagar”, diz Rafael que é motorisya no aplicativo há um ano e cinco meses.

    Morador de Coutos, no Subúrbio Ferroviário, Francisco Cunha, 50, conta que saiu de casa às 4h40 e deveria estar no trabalho antes de 6h. “Olha a hora que estou chegando aqui (Iguatemi, 9h). Peguei um engarrafamento enorme, eles [rodoviários] chegaram bem cedo”, conclui.

    A aposentada Maria do Carmo Alves, 59, também se queixou da manhã de engarrafamento. “Eu deveria ter chegado aqui às 7h. Vim numa clínica pegar uma receita para meu marido, mas só cheguei 8h30. Por sorte, consegui, eles se compadeceram de mim”, contou ela, que mora em Jardim Cajazeiras e saiu do bairro antes das 6h. “Eu sou totalmente contra esse tipo de paralisação. Um monte de gente na rua tentando chegar em um médico, em um trabalho e é impedido por esse tipo de ação irresponsável. Absurdo”, desabafou.

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