Planos de saúde ocupam topo do ranking de reclamações de consumidores

Com informações do Correio

Os problemas com planos de saúde estão no topo da lista de reclamações mais recente divulgada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Pelo sexto ano consecutivo, os Planos de Saúde ocuparam a primeira posição com 23,4% dos registros, seguido por Produtos (17,8%), Serviços Financeiros (16,7%) e Telecomunicações (15,8%).Os dados são relativos ao ano de 2017, quando o Idec registrou, ao todo, 6.583 atendimentos. No caso dos planos de saúde, as três principais preocupações foram relativas à negativa de cobertura, reajuste e descredenciamento de clínicas e hospitais. “Tradicionalmente, nos dois últimos rankings, a gente viu a negativa de cobertura no topo. No entanto, em 2017, as reclamações maiores foram relacionadas aos reajustes”, diz a pesquisadora em saúde do Idec, Ana Carolina Navarrete. Ainda de acordo com ela, no último ano, os planos individuais tiveram um teto máximo de reajuste estabelecido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de 13,55%.

Os coletivos, ao contrário, são reajustados de acordo com o que é estabelecido por cada operadora de saúde. “Nos coletivos não há qualquer determinação de teto máximo por parte da ANS. Mas temos estudos feitos pelo Idec nos quais encontramos reajustes que chegam a mais de 200%”. O Idec reforça que com exceção de Produtos, todos os outros segmentos apontados no ranking são regulados por órgão federais. “No contexto da crise, o consumidor está mais preocupado em manter a assistência médica. A questão do reajuste está diretamente envolvida com a sua permanência ou não no plano”, completa.

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