Falta de iluminação expõe motoristas a riscos na BR-324

Com informações do A Tarde ( Foto: Reprodução)

Os motoristas que trafegam pela BR-324 no período da noite, no trecho entre Salvador e Simões Filho, passam todos os dias por um verdadeiro desafio. Assim que o sol começa a se pôr, a atenção tem que ser redobrada por conta da escuridão que afeta alguns trechos da via.

Por causa do problema de iluminação, os motoristas encontram pontos nos quais é impossível enxergar o que está ao redor. A visibilidade prejudicada favorece a ocorrência de acidentes e atropelos.

Um estudo realizado pelo Atlas da Acidentalidade no Transporte, organizado pelo Programa Volvo de Segurança no Trânsito, apontou que o trecho da BR-324 dentro do perímetro da capital baiana está entre os cinco mais perigosos do Brasil. A análise teve como base uma pesquisa nacional sobre os intervalos de 10 km onde ocorreram mais mortes no trânsito.

O problema não atinge apenas aos motoristas, mas também os pedestres. Sem iluminação nas marginais da rodovia, o trajeto até uma passarela ou mesmo o tempo para aguardar o ônibus em um ponto próximo à rodovia são motivos de preocupação, por conta de assaltos na região.

Trechos

A nossa equipe  percorreu alguns trechos da BR-324 para verificar como está a situação da rodovia no trecho que faz parte de Salvador.. Logo na saída da cidade, após o viaduto do Cabula, é possível verificar que alguns postes de luz já receberam a iluminação em LED. Após esse trecho o problema de escuridão começa a afetar a segurança dos motoristas.

No trecho que liga a região do bairro de São Gonçalo do Retiro até a Brasilgás, o cenário é de total escuridão. O que auxilia o tráfego de carros e ônibus na região da Brasilgás são os postes das marginais e também da passarela. Mais à frente, na região de Porto Seco Pirajá, pedestres que aguardam os ônibus em pontos, ficam também entregues a escuridão. A situação da falta de iluminação se repete em toda extensão da BR-324, próximo a Águas Claras e Valéria.

Segundo o estudante João Ricardo, 28 anos, durante o período da madrugada a situação fica ainda pior. ” Eu mesmo quando passo em um horário que tem pouca circulação de veículos, tenho que andar abaixo da quilometragem permitida. Na verdade fica muito arriscado, tem horas que é preciso ligar o farol alto”, disse o motorista.

Já o vendedor Barnei de Souza, 40 anos, informou que a escuridão não só atrapalha os motoristas, mas também os pedestres. “Antigamente eu trabalhava na BR-324 vendendo acarajé. Depois que passei a observar os riscos que ela estava oferecendo por causa da escuridão, preferi trabalhar apenas nos postos de gasolina”, relatou o vendedor.

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