Vitória falha demais no primeiro tempo, vê show de Rodrygo e fica com pior defesa do campeonato

Com informações do A Tarde ( Foto: Reprodução)

Poderia ser pior, mas o Vitória volta nesta segunda-feira, 4, para Salvador derrubado, após a derrota por 5 a 2 para o Santos, na Vila Belmiro. Seguindo a recente tradição de reerguer adversários em crise, o rubro-negro encerrou o primeiro tempo tomando 4 a 0 do Peixe, que sábado mesmo estava sendo pressionado pela torcida no seu centro de treinamento.

Além da derrota, o Leão entrou na zona de rebaixamento à Série B e se firmou como a pior defesa do campeonato, com 20 gols sofridos. Para se ter uma ideia de quão ruim é a marca rubro-negra, o Paraná, lanterna, entra em campo nesta segunda com 12 gols sofridos nesta Série A.

E o técnico Vágner Mancini vai ter pouco tempo para tentar colocar a equipe nos eixos. Nesta quarta, às 19h30, o Vítória recebe a Chapecoense, no Barradão, em jogo importantíssimo para a disputa contra o descenso.

Massacre no 1º tempo

Os primeiros minutos deram o tom do que seria o jogo: o Vitória completamente acuado, sem qualquer capacidade de trocar passes, enquanto o Santos pressionava. Aos 7 minutos, Jean Mota bateu falta no travessão e, no rebote, Elias salvou o Vitória. Um minuto depois, Renato, de 1,77m, cabeceou para o gol após cruzamento de Rodrygo. O bandeirinha, porém, assinalou corretamente o milimétrico impedimento.

Como se soubesse o que viria pela frente, a defesa rubro-negra começou a fazer muitas faltas em Rodrygo. Numa delas, aos 14 minutos, Jean Mota cobrou forte para o gol, Elias espalmou e a zaga tirou.

Aos 20 minutos, o número de finalizações mostrava o que era a partida: sete finalizações santistas contra uma, sem perigo, do Leão. Três minutos depois, deu a lógica: Renato fez belo lançamento para Victor Ferraz. O lateral colocou a bola na área, Dodô cabeceou bem. Elias espalmou, e Rodrygo botou para dentro. 1 a 0

Pouco depois, novamente um lançamento longo pegou a defesa do Leão de surpresa. Diego Pituca achou Rodrygo na esquerda. O garoto deu um drible desconcertante em Lucas e tocou na saída de Elias.

Se a pressão inicial já insinuava a inferioridade rubro-negra, os dois primeiros gols a escancararam. Aos 30 minutos, Gabriel, sem marcação, teve tempo de esperar a passagem de Rodrygo para dar o passe nas costas da defesa. A bola ficaria com Elias, não fosse um infeliz carrinho de Lucas, que deixou a bola tranquila para o garoto fazer o terceiro do Santos.

O Santos não diminuiu o ritmo, e, aos 40, Victor Ferraz, cruzou para Gabriel, que perdeu dentro da pequena área. Pouco depois, veio a recompensa pela pressão. Com toda a liberdade do mundo, Diego Pituca cruzou na medida para Renato, do alto de seus 1,77m cabecear para o gol pela segunda vez na partida. Como desta vez valeu, Santos 4 a 0.

Para a segunda etapa, Vágner Mancini fez todas as substituições de uma só vez. de certa forma, acabou funcionando. Aos 18, Neilton tabelou com André Lima — um dos que entraram —, recebeu de volta, tabelou sem querer com o zagueiro e ficou de cara para Vanderlei, para diminuir o placar.

Ao marcar o primeiro, o Vitória se colocou para frente e acabou ficando mais exposto. Numa desses lances, uma grande defesa de Vanderlei iniciou uma jogada rápida, que caiu nos pés de Rodrygo — sempre ele. O garoto de 17 anos puxou contra-ataque e lançou Gabriel, que recebeu no meio-campo, livre, e partiu frente a frente com Elias. O goleiro rubro-negro, como em todos os outros gols, não teve o que fazer: 5 a 1.

Aos 38 minutos, mais uma vez veio de Neílton o lampejo de criatividade do Vitória. O atacante pegou a bola na direita, tocou para o meio e contou com um corta-luz de André Lima para que a bola chegasse a Ramon. O zagueiro, que atuou como volante, limpou David Braz e chutou para diminuir o placar. Ao fim do jogo, o Vitória acabou evitando que a goleada fosse um massacre maior, mas, independente disso, o que fica é o péssimo resultado.

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