Neto admite que crise do MDB pesou na desistência de candidatura: ‘Não queria me justificar’

Com informações do Metro 1 ( Foto: Reprodução)

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), admitiu que a crise do MDB pesou na decisão de desistir da candidatura ao governo da Bahia.

O partido, que era comandado pelo deputado federal Lúcio Vieira Lima e pelo irmão Geddel Vieira Lima, vive uma crise desde que a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões em um apartamento ligado aos emedebistas em Salvador.

“É óbvio, é inegável todo o desgaste que o MDB viveu aqui na Bahia, sobretudo nos últimos dois anos, e eu não queria trazer isso para o meu palanque. Eu não queria passar toda uma campanha justificando coisas que eu não tenho nenhuma responsabilidade. Por isso tinha decidido que o MDB não estaria na minha equação política. Nada que signifique dizer que eles não têm o direito de se defender. Eles têm o direito. Não faço condenação prévia de ninguém, procuro manter o respeito nas relações pessoais, porém para mim estava muito claro que, caso eu fosse candidato a governador, deveria ser sem carregar isso comigo”, afirmou, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo.

Neto afirmou ainda que o pré-candidato ao governo, José Ronaldo (DEM), tem “espaço grande para crescer”. “É um cara que tem experiência administrativa, tem conhecimento político, conhece o Estado, que por ter sido prefeito sabe como se dá esse contato direto com as pessoas”, afirmou.

O prefeito voltou a criticar o governo do presidente Michel Temer (MDB). “Para mim, os dois grandes problemas foram a péssima comunicação e distanciamento completo das ruas, da realidade do povo, do dia a dia do brasileiro”, ressaltou.

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