Impostos sobre produtos natalinos chegam até a 48%

Com informações do Tribuna da Bahia ( Foto: Reprodução)

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E ai você quer fazer um Natal diferente, comprando aquele Smartphone Samsung Galaxy J5 Prime G570M Dourado – Dual Chip, 4G, Tela 5, Câmera 13MP + Frontal 5MP com Flash,Quad Core 1.4Ghz,32GB,2GB RAM,Android 6. Nas diversas lojas em Salvador com preço que pode chegar a R$ 899,00, à vista, ou mesmo dividi-lo em 10 ou 12 prestações. Uma pechincha!

Mas se o consumidor for olhar quanto ele vai pagar de imposto na compra do aparelho, vai tomar um susto e até mesmo desistir da compra. O aparelho que lhe colocaria na vanguarda da tecnologia da comunicação, na verdade, custa 39,80% mais barato, ou seja, sairia por R$ 539,40, caso não houvesse uma pesada carga tributária embutida no preço. Isso renderia ao consumidor uma economia de R$ 359,00, quase que o suficiente para comprar outro aparelho.

O levantamento é do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), feito no mês passado e mostra que na média de diversos produtos, incluindo os natalinos, a carga de imposto chega quase 50% do preço final dos produtos. Para o consumidor há pouco o que fazer, a não ser reclamar e esperar que um dia o Congresso Nacional promova uma reforma tributária. “É uma situação perversa, pois quem paga é o consumidor”, disse o superintendente do Conselho Regional de Economia (Corecon), Bruno  Pires Sacramento .

Para quem compra, como a funcionária pública, Maria Lúcia Oliveira, saber que ao adquirir um conjunto com seis bolas coloridas de enfeites de Árvore Natal a R$ 3,50, está pagando, em média, R$ 1, 750 ( 48%) de impostos, o valor embutido causa surpresa. “O pior é que não sabemos para onde vai tanto dinheiro”, desabafou.

Pesado – A média de impostos embutidos nos produtos nessa época do ano chegou a 48% na maioria dos itens natalinos pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação. Contudo, em alguns itens que fazem parte da lista de presentes das famílias, como os vídeohgames, essa carga tributária chega a 72,18%.

O mesmo se pode dizer da sensação do momento em termos de aparelho de televisão. Se for um Smart Led de 55 polegadas Premium, o tributo chega a 44,94%. Assim, o aparelho que em algumas lojas em Salvador estava sendo vendido a R$  4.136,99, está com um acréscimo embutido no seu preço final de R$ 1.861,20 (44,94%) . Sem eles, o aparelho custaria R$ 2.274,80.

Para o economista e superintendente do Corecon na Bahia, Bruno Sacramento, a carga tributária no Brasil é  uma das mais altas do mundo, mas o que pesa mais para o contribuinte é a aplicabilidade dos recursos arrecadados. “Existem países que têm carga tributária pesada, mas o cidadão vê a aplicação dos recursos. Aqui é diferente. Não há uma contrapartida efetiva”, disse.

Bruno explica que não há como retirar os impostos dos produtos, pois são eles que fazem o caixa do governo., mas admite que eles poderiam ser bem aplicados. Em  cada um dos produtos, da  Árvore de Natal (39,23%) à champanhe  ou espumante (59,49%), aos brinquedos (39,70%), incidem os impostos municipais  como o ISS, estaduais ICMS) e federais (PIS/PASEP e COFINS), cujos percentuais são variados para as diversas marcas de produtos

O estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) apontou que, em 2016, o brasileiro precisou trabalhar cinco meses e um dia para conseguir arcar com toda a carga tributária, ou seja, 153 dias. Isso significa que, em média, 40% da sua renda das famílias foi destinada para o pagamento de tributos, seja sobre o patrimônio ou sobre os produtos ou serviços.

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