O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao juiz Sérgio Moro a suspensão do acordo de colaboração premiada feito com o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Os procuradores pediram ainda a condenação do delator à prisão, após encontrarem inconsistências em seu depoimento. De acordo com O Globo, familiares de Costa teriam retirado documentos de sua empresa horas antes de os investigadores da Lava Jato fazerem buscas no local. O procurador Deltan Dallagnol explicou que o confronto dos depoimentos de Costa e o de sua filha Arianna revelou contradições e omissões por parte dos acusados. O pleito foi feito no último dia 7, no âmbito da Operação Lava Jato.

A mentira em colaboração é suficiente para desfazer o acordo. A MPF cita, entre as versões divergentes, a de que Costa requisitou a Arianna a retirada de R$ 100 mil e US$ 10 mil de sua empresa, mas em juízo ele mudou a versão, dizendo que solicitou a busca de R$ 50 mil no escritório da Costa Global Consultoria. “Restou, portanto, demonstrado que Paulo Roberto Costa faltou com a verdade por diversas vezes quando de seu interrogatório judicial (evento 363), em evidente descumprimento dos deveres impostos pelos acordos de colaboração premiada que celebraram com o Ministério Público Federal e foram homologados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Desta feita, resta impossibilitada a aplicação dos benefícios previstos nos referidos acordo, uma vez que, a colaboração não foi efetiva, pelo que o parquet federal requer sua desconsideração para fins de condenação e dosimetria da pena”, diz o documento assinado por Dallagnol e outros 12 procuradores. Costa e seus advogados não foram encontrados para comentar o assunto.

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