Partidos articulam com Temer ‘pacto’ para barrar em 2018 deputados que votarem contra a reforma da Previdência

Com informações do G1 ( Foto: Divulgação)

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São Paulo - O presidente Michel Temer discursa na cerimônia de entrega de 225 ambulâncias para renovação da frota do SAMU 192 (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Runidos com Michel Temer neste domingo (3), dirigentes de partidos aliados discutiram com o presidente da República um “pacto” entre as legendas governistas para que nenhuma sigla aceite, na janela partidária de 2018, deputados que votarem contra a reforma da Previdência.

Além disso, os presidentes dos partidos prometem priorizar com o fundo eleitoral os deputados que forem fiéis à proposta do governo de mudar as regras previdenciárias.

A proposta de retaliação foi levantada pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, que prometeu, inclusive, fechar questão a favor da reforma da Previdência.

Segundo relatos, Jefferson disse que tratará a “pão e água” os deputados que forem contra o projeto, segurando o fundo eleitoral.

Partidos como PP, PSD e PRB – também presentes ao jantar oferecido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) – se mostraram dispostos a aceitar a proposta de “fechar as portas” aos infiéis que quiserem trocar de partido em 2018, mas líderes ouvidos pela reportagem afirmam que o “pacto” só existe se todos aderirem.

O problema, afirmam, é que se o DEM e o PMDB – também presentes na reunião – não se comprometerem com a ideia, vão inflar suas bancadas e aumentar seu poder político.

Diz um governista: “a janela partidária virou um instrumento de negociação, mas o pacto só existe se todo mundo aderir.”

O presidente da Câmara disse aos aliados que, se todos os partidos toparem, o DEM também se compromete a não aceitar os deputados que votarem contra a reforma da Previdência.

Cargos

Em troca dos votos pela reforma da Previdência, deputados da base aliada estão de olho em cargos de segunda e terceiro escalão. O governo, no entanto, admite que, após as negociações para derrubar as duas denúncias contra Temer, sobrou pouca margem de negociação.

O que o governo discute agora é uma espécie de pagamento a prazo: primeiro, os deputados entregam o voto e, depois, o Planalto redistribui os cargos daqueles que foram infiéis.

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