{"id":68583,"date":"2018-01-30T09:33:54","date_gmt":"2018-01-30T12:33:54","guid":{"rendered":"http:\/\/baianafm.com.br\/riachao\/?p=68583"},"modified":"2018-01-30T09:33:54","modified_gmt":"2018-01-30T12:33:54","slug":"contas-do-governo-registram-rombo-de-r-124-bilhoes-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/baianafm.com.br\/riachao\/contas-do-governo-registram-rombo-de-r-124-bilhoes-em-2017\/","title":{"rendered":"Contas do governo registram rombo de R$ 124 bilh\u00f5es em 2017"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\">As contas do governo registaram\u00a0d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 124,4 bilh\u00f5es em 2017, o equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), informou nesta segunda-feira (29) a Secretaria do Tesouro Nacional.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Isso significa que as despesas do governo federal no ano passado superaram as receitas (impostos e tributos) em R$ 124,4 bilh\u00f5es. Chama-se de d\u00e9ficit prim\u00e1rio porque o valor n\u00e3o inclui os gastos do governo com juros da d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Foi o quarto ano seguido de rombo nas contas p\u00fablicas e o segundo pior resultado da hist\u00f3ria. Houve, entretanto, melhora frente ao d\u00e9ficit prim\u00e1rio do ano passado, que atingiu o recorde de R$ 161,27 bilh\u00f5es (valor resvisado), o equivalente a 2,6% do PIB.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Resultado das Contas P\u00fablicas.\u00a0Em R$ bilh\u00f5es\u00a093,593,588,288,276,976,9-17,2-17,2-114,7-114,7-161,2-161,2-124,4-124,42011201220132014201520162017-200-150-100-50050100150 2013,\u00a076,9<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-68584\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/baianafm.com.br\/riachao\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ECONOMIA-DO-BRASIL-VR14.jpg?resize=618%2C446\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"446\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Fonte: Tesouro Nacional<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No ano passado, a meta fiscal do governo federal era de d\u00e9ficit de at\u00e9 R$ 159 bilh\u00f5es. Ou seja, o governo tinha permiss\u00e3o do Congresso para que as suas despesas susperassem as receitas em at\u00e9 R$ 159 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Portanto, apesar de alto, o rombo de R$ 124,2 bilh\u00f5es nas contas p\u00fablicas registrado em 2017 ficou abaixo da meta.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">As\u00a0receitas totais\u00a0subiram 1,6% em termos reais (ap\u00f3s o abatimento da infla\u00e7\u00e3o) no ano passado, para R$ 1,38 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 as\u00a0despesas totais\u00a0registraram queda real de 1% em 2017, na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, para R$ 1,27 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Receita extra e corte no investimento<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Entretanto, o governo s\u00f3 conseguiu esse resultado porque obteve receitas extraordin\u00e1rias no ano passado e reduziu fortemente os investimentos e os gastos p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Receitas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Entre as receitas extras est\u00e3o os R$ 26 bilh\u00f5es arrecadados no ano passado de contribuintes que aderiram ao Refis, o programa de parcelamento de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios; o processo de restitui\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios n\u00e3o sacados (cerca de R$ 11 bilh\u00f5es), al\u00e9m de receitas com concess\u00f5es e privatiza\u00e7\u00f5es, entre elas os\u00a0R$ 12 bilh\u00f5es vindos do leil\u00e3o de hidrel\u00e9tricas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O governo obteve ainda recursos extras com o\u00a0aumento do imposto sobre combust\u00edveis\u00a0e foi ajudado pela alta no pre\u00e7o do petr\u00f3leo, que incrementou as receitas com &#8220;royalties&#8221;. O retorno do crescimento econ\u00f4mico,\u00a0que impulsionou a arrecada\u00e7\u00e3o federal, tamb\u00e9m contribuiu.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Corte de gastos<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de contar com a alta da arrecada\u00e7\u00e3o, o governo tamb\u00e9m apertou o cinto e\u00a0bloqueou parte dos gastos discricion\u00e1rios, ou seja, aqueles pass\u00edveis de cortes.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Por conta disso, alguns servi\u00e7os p\u00fablicos foram afetados, como a emiss\u00e3o de passaportes &#8211; que chegou a ser paralisada -, al\u00e9m de recursos para as faculdades e para a fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho escravo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os investimentos somaram R$ 45,69 bilh\u00f5es\u00a0em 2017, cerca de 0,7% do PIB, o que representa uma queda de R$ 19,11 bilh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao patamar do ano anterior, quando totalizaram R$ 64,81 bilh\u00f5es, ou 1,04% do PIB.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Segundo o Tesouro Nacional, em percentual do PIB, significa que os investimentos em 2017 ficaram abaixo do patamar de 2006, ou seja, em mais de dez anos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Mesmo com a amplia\u00e7\u00e3o da disponibilidade financeira no m\u00eas de dezembro de 2017, o valor acumulado no ano foi 31,9% menor do que em 2016&#8221;, informou o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Rombo da Previd\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A Secretaria do Tesouro Nacional tamb\u00e9m confirmou que o rombo da Previd\u00eancia Social (sistema p\u00fablico que atende aos trabalhadores do setor privado) avan\u00e7ou de R$ 149,73 bilh\u00f5es em 2016 para R$ 182,45 bilh\u00f5es em 2017, um aumento de 21,8%.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Juntamente com o d\u00e9ficit dos Regimes Pr\u00f3prios dos Servidores P\u00fablicos (RPPS) da Uni\u00e3o,\u00a0o rombo previdenci\u00e1rio atingiu a marca recorde de R$ 268,8 bilh\u00f5es em 2017.\u00a0Os n\u00fameros j\u00e1 haviam sido divulgados na semana passada pela Secretaria de Previd\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para 2018, a expectativa do governo \u00e9 de um novo crescimento no rombo do INSS. A previs\u00e3o que consta no or\u00e7amento j\u00e1 aprovado pelo Congresso Nacional \u00e9 de um resultado negativo de R$ 192,84 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Por conta dos seguidos d\u00e9ficits bilion\u00e1rios, o governo prop\u00f4s ao Congresso uma reforma da Previd\u00eancia, que parou no Congresso em maio ap\u00f3s o aparecimendo das primeiras den\u00fancias envolvendo o presidente Michel Temer.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No fim do ano passado, a equipe econ\u00f4mica retomou as discuss\u00f5es sobre a reforma da Previd\u00eancia e deu aval para uma proposta mais enxuta, sem altera\u00e7\u00f5es na previd\u00eancia dos trabalhadores rurais e nas regras do Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O governo tem defendido que a proposta seja votada no Congresso em fevereiro.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Dividendos, concess\u00f5es e subs\u00eddios<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Segundo o governo, as receitas com concess\u00f5es cresceram no ano passado, ao somarem R$ 32,1 bilh\u00f5es. Em 2016, foram de R$ 21,9 bilh\u00f5es. O aumento foi de R$ 10,19 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ao mesmo tempo, o governo recolheu mais com dividendos (parcelas do lucro) das empresas estatais no ano passado. De acordo com o Tesouro Nacional, os dividendos somaram R$ 5,51 bilh\u00f5es em 2017, contra R$ 2,84 bilh\u00f5es em 2016 e R$ 12 bilh\u00f5es em 2015.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No caso dos subs\u00eddios e subven\u00e7\u00f5es, houve queda no ano passado. Em 2017, somaram R$ 18,65 bilh\u00f5es, contra R$ 23,32 bilh\u00f5es em 2016. Ainda assim, est\u00e3o acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica de R$ 7,25 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As contas do governo registaram\u00a0d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 124,4 bilh\u00f5es em 2017, o equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), informou nesta segunda-feira (29) a Secretaria do Tesouro Nacional. 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