{"id":71662,"date":"2018-09-17T07:13:54","date_gmt":"2018-09-17T10:13:54","guid":{"rendered":"http:\/\/baianafm.com.br\/riachao\/?p=71662"},"modified":"2018-09-17T07:14:00","modified_gmt":"2018-09-17T10:14:00","slug":"barroso-mantem-proibicao-de-manifestacao-politica-de-juizes-em-redes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baianafm.com.br\/riachao\/barroso-mantem-proibicao-de-manifestacao-politica-de-juizes-em-redes-sociais\/","title":{"rendered":"Barroso mant\u00e9m proibi\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de ju\u00edzes em redes sociais"},"content":{"rendered":"\n<p>O ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a norma do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) que pede discri\u00e7\u00e3o de magistrados nas redes sociais. O pedido para suspender o Provimento 71 do CNJ, que trata do assunto, foi feito pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Magistrados Estaduais (Anamages). Para o ministro, o STF n\u00e3o pode se manifestar sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>O provimento disp\u00f5e que o juiz deva agir com reserva, cautela e discri\u00e7\u00e3o ao publicar seus pontos de vista nos perfis pessoais nas redes sociais, evitando a viola\u00e7\u00e3o de deveres funcionais e a exposi\u00e7\u00e3o negativa do Poder Judici\u00e1rio. Tamb\u00e9m orienta que o magistrado evite pronunciamentos oficiais sobre casos em que atuou e publica\u00e7\u00f5es que possam ser interpretadas como discriminat\u00f3rias de ra\u00e7a, g\u00eanero, condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica, orienta\u00e7\u00e3o sexual, religiosa e de outros valores ou direitos protegidos ou que comprometam os ideais defendidos pela\u00a0Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A Anamages, no mandado de seguran\u00e7a, afirmou que o provimento \u00e9 uma censura pr\u00e9via e imp\u00f5e deveres funcionais, e n\u00e3o mera recomenda\u00e7\u00e3o. Segundo eles, a medida afronta o princ\u00edpio da legalidade e suprime as liberdades de express\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o. Barroso destaca que o pedido s\u00f3 apresenta uma controv\u00e9rsia, que diz respeito a proibi\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-partid\u00e1ria. &#8220;Os demais dispositivos do ato impugnado apenas reproduzem comandos da Lei Org\u00e2nica da Magistratura, para explicitar que as exig\u00eancias de decoro e manuten\u00e7\u00e3o de conduta ilibada tamb\u00e9m se aplicam \u00e0s redes sociais&#8221;, declarou Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator explicou que o controle dos atos do CNJ pelo STF somente se justifica nas hip\u00f3teses de inobserv\u00e2ncia do devido processo legal, exorbit\u00e2ncia das compet\u00eancias do Conselho e injuridicidade ou manifesta irrazoabilidade do ato impugnado. No caso dos autos, ele n\u00e3o identificou, em an\u00e1lise preliminar da mat\u00e9ria, qualquer dessas hip\u00f3teses. &#8220;O fim dos limites estritos entre a vida p\u00fablica e privada da era digital faz com que a conduta de um magistrado se associe, ainda que de forma indireta, ao Poder Judici\u00e1rio&#8221;, ressaltou. &#8220;Dessa forma, a defesa de um espa\u00e7o amplo para essas manifesta\u00e7\u00f5es em redes sociais \u00e9 potencialmente lesiva \u00e0 independ\u00eancia e \u00e0 imparcialidade do Judici\u00e1rio&#8221;, declarou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a norma do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) que pede discri\u00e7\u00e3o de magistrados nas redes sociais. O pedido para suspender o Provimento 71 do CNJ, que trata do assunto, foi feito pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Magistrados Estaduais (Anamages). 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