“Era uma relação política como todas as outras”, afirma ex-diretor da Codesal sobre Geddel

O ex-diretor da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Gustavo Ferraz, em entrevista exclusiva a Rádio Baiana FM, negou que tenha relação com Geddel Vieira Lima. Ferraz era acusado de lavagem de dinheiro no caso do ‘bunker’ de R$ 51 milhões atribuído ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. “Era uma relação política como todas as outras. Via acompanhando vereadores, um prefeito e outro […] Fui candidato a vice-prefeito em Lauro de Freitas. Não tive dinheiro do fundo partidário na minha campanha, não tive a visita dele na minha cidade, andando comigo lá. Não tive nenhum apoio. Você acha que se fosse amigo, eu não teria eleito um vereador? Não tive apoio”, afirmou.

Ele disse ainda que o fragmento das digitais encontradas no dinheiro não devem ser utilizadas como provas para acusa-lo. “Não teve digitais. É mentira de quem está dizendo. As pessoas não aprofundam no que estão dizendo. É a crítica pela crítica ”, explicou.

A indicação para a Codesal, segundo Ferraz, foi através do prefeito ACM Neto (DEM), sem intermédio do PMDB. “Indicado pelo prefeito ACM Neto que recebeu uma série de currículos, inclusive o meu que já estava nos quadros da prefeitura desde 2015. Lógico que não. Até porque o prefeito queria um engenheiro. Diante do impasse que se tornou naquele momento, se ia ser um engenheiro ou se não, apresentou uma serie de currículos. Então ele disse: ‘peça para o Gustavo vim aqui, porque já conheço o trabalho dele’”, contou o ex-diretor.

Na última quarta-feira (9), os ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal rejeitaram a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) por unanimidade, apontando que os indícios contra ele não caracterizavam o crime.

Ouça a entrevista na íntegra:

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