O Ministério Público Federal identificou meios criativos utilizados pelo grupo de auditores da Receita para lavar dinheiro supostamente proveniente do esquema de propinas para barrar investigações do Fisco. O esquema foi desmantelado pela Operação Armadeira nesta quarta-feira (2), com a prisão de onze investigados, inclusive auditores, entre eles Marco Aurélio Canal, chefe da equipe de Programação da Receita no Rio.
Durante as investigações, autorizadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal do Rio, o Ministério Público Federal constatou ‘fortes indícios’ de lavagem de recursos provenientes dos atos de corrupção. De relógios sofisticados a bicicletas elétricas, não faltaram meios para disfarçar a propina, informam os investigadores.
Após investigação da Receita, identificou-se que Mônica da Costa Monteiro de Souza, mulher do auditor Marcial Pereira de Souza, declarou ao Imposto de Renda, em 2017, dois relógios, supostamente recebidos como herança de seu pai, no valor total de R$ 1,28 milhão. Os investigadores ainda identificaram outros quatro relógios, supostamente herdados também por Mônica, e que teriam sido vendidos, em 2017, por R$ 900 mil.
