Prefeito admite crise da segunda dose em Salvador: “não dá pra suprir todo o público”

    Em meio à crise da segunda dose da CoronaVac em Salvador, o prefeito Bruno Reis (DEM) admitiu que, no momento, não há condições de suprir todo o público que aguarda a aplicação de reforço na capital. A declaração foi dada na manhã desta quarta-feira (5), durante coletiva no lançamento da campanha Maio Amarelo, para conscientizar a população sobre a importância da prevenção aos acidentes de trânsito.

    “No momento, não dá pra suprir todo o público pendente da segunda dose”, admitiu o prefeito. Neste momento, a cidade está sem estoque de CoronaVac para segunda dose. O gestor, no entanto, prevê chegada de 10 mil doses do imunizantes para esta quinta-feira (6). Salvador, no entanto, tem um público de 40 mil pessoas aguardando tomar o reforço.

    A falta de doses surgiu, de acordo com o prefeito, após a Secretaria Municipal de Saúde seguir recomendação do Ministério da Saúde de aplicar todas as doses e não mais guardar uma quantidade para quem já tinha sido imunizado. O prazo entre uma dose e outra, da CoronaVac, é de 28 dias. “A gente sempre fez a retenção de 50% das doses. Nos lotes 8, 9 e 10 seguimos a recomendação de aplicar tudo”, disse o prefeito.

    Questionado pelo Metro1, se houve arrependimento em seguir o Ministério da Saúde, Bruno Reis disse que não tinha nada a fazer. “Se o governo federal diz que pode aplicar 100% das doses, que eles garantem, o que vamos fazer? Se eu tivesse retido, tenho certeza, que a população e a Imprensa iriam questionar… Ou seja, cumprimos o que estava determiando. Se o governo federal não garantiu, quero que as pessoas julguem com responsabilidade o que fez cada um”, pontuou.

    Metro 1

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