Rodoviários demitidos da Concessionária Salvador Norte (CSN) realizaram um protesto na tarde desta quinta-feira (6), reivindicando o pagamento de suas rescisões por completo, além da atualização do FGTS dos ex-funcionários, que está sem progressões há três anos.
“Queremos nossa rescisão por completo e a atualização do nosso FGTS, que não é atualizado há três anos. Isso foi prometido em assembleia pelo sindicato, pelas empresas e até mesmo pela Prefeitura de Salvador, que assumiu o compromisso, mas até hoje nada”, afirma o ex-rodoviário da CSN Anderson Lopes Santos, presente na manifestação.
Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob) afirmou que o acordo parcial para recebimento de parte do FGTS e seguro desemprego já foi feito, e os rodoviários já estão recebendo os valores devidos. O órgão também destaca que não há mais nenhum tipo de pendência por parte da Prefeitura.
Com relação à outra parte do acordo, que diz respeito ao pagamento das demais verbas rescisórias, este depende da assinatura por parte da empresa. A Semob finaliza seu posicionamento afirmando que a gestão está à disposição para prestar todo o apoio necessário para que a situação seja resolvida com a maior brevidade possível.
Procurado, o Sindicato dos Rodoviários não respondeu à reportagem até o fechamento desta matéria. Assim que a resposta for concedida, o texto será atualizado com o posicionamento do grupo.
Entenda o caso
A Prefeitura decidiu assumir de vez a operação das linhas de ônibus do Consórcio Salvador Norte (CSN). A empresa era responsável por operar os itinerários da Orla e as linhas da Estação Mussurunga, mas, desde junho de 2020, a operação do sistema estava sob intervenção do Município.
A decisão foi anunciada após resultado de uma auditoria apontar diversas irregularidades na antiga administração e uma dívida de meio bilhão de reais. São R$ 125 milhões em rescisões e processos trabalhistas, R$ 154 milhões em tributos, R$ 172 milhões em dívidas com o Município, R$ 40 milhões com fornecedores, e R$ 25 milhões com os bancos, resultando em um total de R$ 516 milhões em débito.
