Após novos casos de Covid, sindicato prevê votação por greve em assembleia dos professores particulares

Informações: Metropole

A diretora do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), Cristina Souto, afirmou nesta sexta-feira (21) ao Metro1 que os professores de escolas particulares estão “com muita disposição” para aprovar a greve da categoria em assembleia marcada para a próxima segunda-feira (24).

Na última assembleia, do dia 17, mesmo com o indicativo de greve constando na pauta, a categoria votou pela não paralisação. A mudança de posicionamento vem após as confirmações de casos de Covid-19 em colégios particulares, como Anchieta e Antônio Vieira.

“Os professores estão com muita disposição para essa greve. O que é uma pena, porque uma greve significa não trabalhar. Se as escolas tivessem bom senso, elas suspenderiam as aulas presenciais e tudo ocorreria como vem ocorrendo há 14 meses. Estamos sendo acusados de não estar trabalhando, nós estamos, mas se a gente partir pra greve, aí sim não haverá trabalho. Cabe às escolas dar um passo atrás, porque a situação da cidade está crítica, [ocupação de UTIs] acima de 80%. A prefeitura está descumprindo o próprio decreto. Se não houver compreensão, vamos ter que realizar a greve”, disse.

Segundo Cristina, o sindicato não tem dados precisos sobre o número de professores diagnosticados com Covid-19 após o retorno das aulas semipresenciais, pois “as escolas estão abafando os casos”. “Quando chega pra gente, fica sendo por denúncias, que nem sempre têm comprovação. Os professores não querem se expor, têm medo do desemprego”, relatou.

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