Candeias: Audiência judicial discute mandato do prefeito nesta quinta

Foi a terceira vez em 35 dias que o Juízo da 127ª Zona Eleitoral programou ouvir as partes

O prefeito de Candeias, Pitagoras Ibiapina, que é alvo de uma AIME (Ação de Impugnação do Mandato Eleitoral) deve estar no Fórum da cidade (se não usar mais um expediente jurídico para se ausentar), nesta quinta-feira, 30/9, pela manhã em processo que está segredo de justiça.

A ação, de número 0600001-61.2021.6.05.0127, estava prevista ser no modelo virtual (teleconferência), marcada para o dia 26 de agosto. Contudo, foi adiada por impossibilidade da defesa do prefeito.

Sem perder tempo, o juiz Tadeu Ribeiro de Vianna Bandeira, da 127ª Vara Eleitoral, de Candeias, marcou para terça-feira, 14/9. Porém, mais uma vez foi transferida. Agora deve ser realizada nesta quinta-feira, 30/09, se não houver mais um artificio jurídico interposto pela defesa que ”tudo indica torce para não ter a audiência” ou outro impedimento muito comum na justiça, principalmente eleitoral.

Possíveis motivos

Sãos muitas as razões para que seja aceita pelo Ministério Público, neste caso Eleitoral de Candeias, uma AIME, entre eles, ‘abuso de poder econômico (particular ou público), abuso de poder político (apoio em troca de indicação para cargos na gestão), desrespeito a lei de desincompatibilização, prestação de conta irregular, compra de votos e uso da máquina pública”, entre outros.

Porém, por estar em segredo de justiça não se pode afirmar qual é a razão do processo que pode cassar a chapa eleito em 2020, o prefeito ou determinar o arquivamento do processo. Em qualquer caso, cabe recurso da parte autora ou do réu.

Torcida organizada

Será que hoje o prefeito e correligionários vão organizar torcida na porta do fórum como ocorreu na terça-feira, 28, na Câmara de Vereadores para a votação do projeto fantasioso de criação de 5 mil empregos para quem não criou nenhum em 5 anos, a não ser para a família?

Quem esteve na Câmara (maioria, segundo informações de alguns dos que foram) foi por livre pressão: “ou vai ou não está com a gente”.

Muitos que foram eram da Secretaria de Assistência Social, cuja titular é a primeira-dama que pouco lá aparece porque a Justiça Federal quer notifica-la do processo dos respiradores supostamente comprados pelo dobro do preço e que a cidade nunca usou porque são inadequados para a covid-19.

O custo que poderia ser de R$ 600 mil saltou para R$ 1 milhão 400 mil, segundo a apuração do Ministério Público Federal, Polícia Federal e da Justiça Federal.

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