Secretário de Combate ao Racismo do PT manifesta repúdio em relação a indicado de Aleluia

    O secretário de Combate ao Racismo do PT Bahia, Ademário Costa, classificou como um ataque racista o deboche em relação ao cabelo da especialista em segurança Carolina Soares, durante participação num programa da Rede Globo, praticado por secretários do presidente Jair Bolsonaro (PL), entre os quais o PM baiano André Porciúncula, secretário nacional de Incentivo e Fomento à Cultura.

    “O que vimos são homens brancos protegidos pelo patriarcado, a branquitude e a impunidade protagonizando mais uma cena de retrocesso político e civilizatório deste governo. Pessoas que sempre se beneficiaram do racismo, machismo e outras formas de exclusão social, mas estavam escondidas pela força que o projeto popular adquiriu com a inclusão social de parcelas significativas do nosso povo durante os governos do PT. Por isso, precisamos compreender o que está em jogo em 2022 e qual projeto de País que queremos”, declarou o Ademário.

    O secretário de Combate ao Racismo também destacou não estar surpreendido com o comportamento do PM baiano André Porciuncula, indicado pelo vereador Alexandre Aleluia (DEM), para a Secretaria de Cultura, mesmo sem nenhuma experiência comprovada na área.

    “É aquele ditado “me diga com quem tu andas, que eu te direi quem tu és”. “André Porciúncula é o retrato da velha direita baiana, branca, machista e racista que tem como um dos porta vozes o seu padrinho, Alexandre Aleluia, um conservador defensor do retrocesso na Câmara de Vereadores de Salvador. O indicado de Aleluia é apenas um braço desse atraso, ignorância e obscurantismo do atual governo prejudicando uma pasta já liderada por grandes nomes como Gilberto Gil e Juca Ferreira. Por isso, não tem uma terceira via para o Brasil, a disputa é a civilização contra a barbárie”, criticou Ademário.

    Ademário ainda acrescentou: “Todo o nosso repúdio a André Porciúncula e seus comparsas criminosos e a essa direita assumidamente machista, sexista, misógina e LGBTfóbica e toda a nossa solidariedade, apoio e admiração à acadêmica, bacharel, pesquisadora e mestranda Carolina Soares. Eles terão que se acostumar com a presença das mulheres negras nos Parlamentos, nos governos e na ciência. Enegreceremos todos esses espaços e queimaremos as ideias racistas com o fogo de Xangô”.