Autoridades ucranianas afirmaram que ao menos 17 adultos ficaram feridos no bombardeio a um hospital pediátrico de Mariupol, na Ucrânia, nesta quarta-feira, 19. A administração da cidade responsabilizou a Rússia pelo ataque e afirmou que a infraestrutura ficou completamente destruída. Mariupol, que, segundo a Ucrânia, teve um corredor humanitário desrespeitado, é alvo de ataques há dias e testemunha algumas das cenas mais desesperadas da guerra.
Os moradores estão há dias sem água, energia elétrica, saneamento básico e sinal telefônico. Com o fornecimento de água cortado, os civis precisam coletar água de córregos ou de neve derretida. Representantes da Cruz Vermelha no país procuram ajudar a maioria dos que precisam, mas os recursos são escassos. “Não há calor, eletricidade, água, gás natural (…) ou seja não há nada. Não há utensílios domésticos.
A água é coletada dos telhados depois da chuva”, disse Aleksei Berntsev, diretor da Cruz Vermelha em Mariupol. A Rússia e a Ucrânia se acusam mutuamente com relação a situação de Mariupol, avaliada por ambos lados como “catastrófica”. Após a repercussão do bombardeio, o Reino Unido e os Estados Unidos repudiaram o ataque ao hospital.
Estadão Conteúdo

