Os futuros de petróleo começaram a semana no vermelho, com o Brent operando abaixo de US$ 60 por barril, à medida que a retomada da produção de um grande poço na Líbia realimentou preocupações sobre o excesso de oferta.
No fim de semana, o campo de petróleo líbio de Sarir e o porto de Zueitina retomaram operações, aumentando as chances de oferta maior do país do Oriente Médio. O Sarir, com capacidade de 185 mil barris por dia, havia sido fechado há uma semana, após o oleoduto que transporta o petróleo local para o terminal de Hariga ter sido alvo de um ataque à bomba. O porto de Zueitina, por sua vez, estava inoperante há um ano devido a problemas de segurança.
Antes disso, os preços do petróleo já vinham pressionados após uma pesquisa semanal da Baker Hughes, divulgada na última sexta-feira, indicar que o declínio no número de plataformas em operação nos EUA perdeu força.
Os investidores também acompanham os desdobramentos da maior greve de petroleiros nos EUA desde a década de 1980. Os trabalhadores de mais três refinarias aderiram ao movimento, ampliando para 12 o total de unidades paradas, responsáveis por 19% da capacidade de refino norte-americana. Segundo relatório, a paralisação ameaça três quintos da demanda por petróleo no leste dos EUA.
Às 8h04 (de Brasília), o Brent para abril caía 1,58%, a US$ 59,27 por barril, na plataforma eletrônica ICE, enquanto na Nymex, o petróleo para o mesmo mês tinha queda de 2,15%, a US$ 49,73% por barril.
Com informações Dow Jones Newswires
