O vice-presidente Michel Temer (PMDB) afirmou na manhã desta quinta-feira (23) em visita à Espanha, comentando as notícias de corrupção na Petrobras e a demonstração financeira da estatal, que “pegar bem, não pegou”.
Temer falava ao público durante um evento organizado pela agência de notícias Efe, voltado a líderes. Ele disse que “ninguém aplaudiu” os fatos relacionados à Petrobras e elogiou a transparência da demonstração financeira.
“Dizer que ficou bem para a Petrobras e para os brasileiros, não ficou. Pegar bem, não pegou. Ninguém aplaudiu. Mas a Petrobras tem tido uma transparência. Vai recuperando a imagem”, afirmou o vice-presidente.
Quanto aos protestos realizados no país contra o governo, Temer afirmou que as exigências “são cada vez maiores, e não nos assustamos”. “É natural que os anseios aumentem.”
O vice-presidente foi questionado pelo público justamente nesses pontos, com perguntas sobre a possibilidade de um impeachment e de antecipação das eleições. Ele repetiu o discurso de que não há crise institucional no país.
Mais tarde, em visita à Casa do Brasil, em Madri, o vice-presidente comentou a aprovação preliminar, contra a vontade do governo, de uma proposta de emenda à Constituição que reduz o número de ministérios para 20, projeto capitaneado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e apoiado por outros peemedebistas.
Temer, que agora é responsável pela articulação política do governo e não conseguiu evitar a aprovação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, afirmou que “redução no número de ministérios é razoável” e que “todo o mundo pensa nisso”.
Com informações da Folha de São Paulo