A votação do relatório da reforma política na comissão especial da Câmara dos Deputados foi adiada novamente e deve começar na próxima segunda-feira (25). A mudança foi informada pelo presidente da comissão, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que reabriu os debates no colegiado e disse que nada será decidido sem a garantia de ampla discussão dos temas da reforma. Segundo Maia, houve uma reunião na manhã de hoje (19) e foi feito um acordo com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que o relatório não seja levado a plenário sem que haja votação na comissão especial.
O relator da proposta de reforma política, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), disse que as críticas feitas ontem por Cunha ao seu parecer foram desrespeitosas e relatou o resultado da reunião de líderes com o presidente da Câmara. “Chegamos a um entendimento de as lideranças discutirem e debaterem para ver se formamos um consenso maior, além do que já temos na comissão de reforma política para, a partir de segunda, podermos votar um relatório que tenha viabilidade para ser aprovado e para melhorar nosso sistema eleitoral”, disse.
No relatório do deputado Marcelo Castro, é proposto o sistema eleitoral chamado distritão, em que é eleito o candidato mais votado em estados e municípios, independentemente do partido de filiação, além do fim da reeleição para os cargos do Executivo.
Entre os pontos do relatório de Marcelo Castro está a manutenção do atual sistema misto de financiamento de campanhas, incluindo a possibilidade de arrecadações públicas e privadas. O texto estabelece, no entanto, a proibição de doação de empresas diretamente para candidatos e um teto de doação para qualquer fonte privada, que será definido por lei. A proposta também põe fim às coligações proporcionais, prevendo apenas coligação nas eleições majoritárias para cargos de prefeito, governador, senador e presidente da República.
Após ser apresentado, no dia 12, o relatório foi alterado duas vezes por Castro para mudar a duração do mandato de senador que agora está proposto em cinco anos.
Com informações da Agência Brasil
