Bombeiros buscam 19 desaparecidos em Mariana

    O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais retificou há pouco o número de desaparecidos após o rompimento de duas barragens em Bento Rodrigues, distrito de Mariana (MG). Segundo a corporação, são 13 funcionários da mineradora Samarco e seis moradores da região, em um total de 19 pessoas. Mais cedo, a informação era que as equipes de busca estavam à procura de 23 pessoas.

    Quarenta bombeiros trabalham, com enxadas e tratores, abrindo caminho até as residências atingidas pelo rompimento das barragens, que aconteceu na quinta-feira (5). Pelo menos 128 residências foram atingidas pela onda de lama e dejetos. Até então, a informação era que 13 pessoas estavam desaparecidas. 

    Para o trabalho de buscas, o distrito de Bento Rodrigues foi mapeado com a ajuda de geólogos e moradores. Os bombeiros usam drones para auxiliar o trabalho. “Temos relatos de pessoas que viram outra sendo levada pelo fluxo de terra. Outro sabia que tal pessoa estava em tal local, em tal máquina, e a máquina foi soterrada, então essa pessoa está desaparecida. A gente trabalha com esses relatos”, disse o tenente do Corpo de Bombeiros André Vitti, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

    Diante do cenário de destruição, o tenente afirmou que o alcance da tragédia teria sido ainda maior caso moradores de Bento Gonçalves não tivessem conseguido deixar a região assim que souberam do rompimento das barragens.

    Pelo menos 128 residências foram atingidas em Bento Rodrigues, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Ontem (6), o prefeito de Mariana, Duarte Júnior, disse que as famílias que perderam suas casas em consequência do rompimento das barragens da mineradora Samarco vão deixar o ginásio onde estão abrigadas e serão levadas para hotéis da cidade e de municípios vizinhos. Segundo Duarte, os diretores da empresa se disponibilizaram a pagar a locação dos imóveis para essas famílias.

    As barragens de Fundão e Santarém, da Samarco, se romperam na tarde dessa quinta-feira (5), inundando a região com lama, rejeitos sólidos e água usados no processo de mineração.

    Com informações da Agência Brasil