Uma ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público estadual, contra o secretário municipal de Educação de Santo Amaro, Tales Antônio Moraes Campos, e mais 14 servidores públicos aponta a existência de um esquema de desvio de recursos públicos na Secretaria de Educação.
Segundo as investigações, de janeiro de 2012 a junho de 2013, foi implementado na Secretaria um esquema de incrementos salariais em vencimentos de servidores, que recebiam os valores pagos pelo Município e que depois eram repassados ao secretário de Educação.
Ainda de acordo com a ação, o esquema era comandado pelo secretário, com a ajuda da então coordenadora de Recursos Humanos, Sabrina Maria Brito, que fraudava as folhas de pagamento e selecionava os servidores que iriam receber vantagens indevidas.
Na ação, foi pedida a prisão preventiva do secretário e o afastamento do cargo por 180 dias. De acordo com o promotor de Justiça João Paulo Schoucair, o esquema teria lesado os cofres do Município no valor de R$ 36.265,64.
“Denunciamos os envolvidos pelo crime de peculato, apropriação de recurso material e entramos com improbidade administrativa na área cível, imputando enriquecimento ilícito dos mesmos. Caberá a justiça decidir se a prisão preventiva dele será decretada na esfera criminal e se o afastamento dele será decretada na esfera cível, tendo a jurisprudência o prazo máximo de afastamento em tese de 180 dias”, explicou o promotor, em entrevista ao programa Baiana Livre desta terça-feira (19).
Além de Sabrina, outros servidores acusados de participação no esquema, Isabela Pereira, Ana Cristina Barboza, Ângela Pereira dos Santos, Cintia Almeida da Silva, Cristiane Ribeiro Pereira, Edinei de Jesus Sales, Elenise da Silva Cerqueira, Elza Nery Santana Silva Filha, Flávia Derciane Ribeiro Santana, Luzimaia Ribeiro de Pinheiro, Maria das Graças dos Santos Miranda, Maria de Fátima Pinheiro e Raimunda de Jesus Clarinda foram também denunciados à Justiça e podem ser exonerados.
