PT define 12 candidaturas próprias para as eleições municipais

Vivendo uma crise de confiança perante a nação, o Partido dos Trabalhadores (PT) segue definindo estratégias para disputar as eleições municipais este ano e, ao mesmo tempo, defender seu legado perante os eleitores. Na Bahia, o diretório estadual do partido se reuniu neste fim de semana para definir candidaturas de petistas nas mais importantes cidades do interior do estado.

Ao todo, o PT baiano definiu 35 cidades como prioritárias para que o partido lance candidaturas para o pleito de outubro. A reunião do diretório estadual, realizado no Hotel Mercure, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, contou com a participação de lideranças dos 35 principais municípios baianos, além de deputados federais e estaduais.

No encontro, o PT no estado definiu o nome de 12 petistas que devem liderar o processo eleitoral em seus respectivos municípios. Entre os nomes estão o do deputado federal e ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), que tentará governar a cidade economicamente mais importante da Bahia pela quarta vez. Outros três petistas que pretendem retornar aos cargos de prefeitos de suas respectivas bases eleitorais são a deputada Moema Gramacho (PT), em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Joseildo Ramos, em Alagoinhas, no Recôncavo baiano, e Orlando Filho, em Cruz das Almas.

Tanto Moema quanto Joseildo e Orlando já tiveram a oportunidade de governar as suas respectivas cidades por dois mandatos consecutivos. Completam a lista de pré-candidatos petistas já aprovados pela direção estadual e pelo núcleo político do governo Rui Costa (PT), o deputado e líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL), Zé Neto, em Feira de Santana; Gika Lopes, em Serrinha; Amauri Teixeira, em Jacobina, e Dalva Tisio, em Itamaraju. Três petistas irão concorrer à reeleição. São eles: Jussara Márcia, em Dias D’Ávila; João Bosco, em Teixeira de Freitas; e Francisco de Assis, em Conceição do Coité.

A disputa em Salvador continua sem nome definido, pelo menos oficialmente pela cúpula petista na Bahia e pelo núcleo político do governo do Estado. Na capital baiana, três nomes considerados fortes foram discutidos na reunião do diretório, neste final de semana, em um hotel de Salvador. São eles: o vereador Gilmar Santiago, o deputado federal Valmir Assunção e o ministro da Cultura, Juca Ferreira. O quarto nome colocado pelos caciques baianos, o do senador Walter Pinheiro (PT), já foi rifado dos debates e o núcleo petista não conta mais com uma possível postulação do senador. A definição só deve sair até abril.

Em entrevista a Tribuna, o presidente estadual da legenda, Everaldo Anunciação, afirmou que o partido deve formar alianças para disputar as eleições. “Estamos com novos bons colocados e esse passo que nós estamos dando em decidir programa de governo vai acelerar a definição do PT que está casada com a estratégia de discutir com a base aliada. Cada vez mais os partidos da base estão consolidando a ideia, por se tratar de uma eleição de dois turnos, de apresentar uma pulverização de candidaturas. Se a estratégia da base aliada contempla a presença do PT com uma candidatura, nós vamos apresentar uma candidatura. Mas, se o conjunto desse partido entender que se deve construir outra estratégia, também estamos abertos para o diálogo”, afirmou.

Com informações da Tribuna/ Foto: Décio Icó | Divulgação