Subiu para 744 o número de casos suspeitos de microcefalia. Os casos foram notificados em 121 municípios, entre outubro de 2015 até o dia 13 de fevereiro de 2016. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), dos casos registrados, 161 foram investigados com a realização de exame de imagem, sendo 107 confirmados e 54 descartados. No último boletim, divulgado na semana passada, haviam 701 notificações.
Do total de casos notificados de microcefalia (744), 208 mães (27,9%) referiram ter tido doença exantemática na gestação. Dessas (208), 129 (62,0%) informaram que a doença exantemática ocorreu no primeiro trimestre, 45 (21,6%) no segundo trimestre, 13 (6,3%) no terceiro trimestre e 21 (10,1%) não lembravam.
Brasil
Novo boletim epidemiológico divulgado hoje (17) pelo Ministério da Saúde revela que 508 casos de microcefalia e/ou alterações do sistema nervoso central de bebês relacionadas à infecção congênita foram confirmados no país entre 22 de outubro de 2015 e 13 de fevereiro de 2016.
De acordo com o boletim, 837 casos foram descartados após apresentarem exames normais ou por representarem quadros de microcefalia e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infecciosas.
Os 508 casos confirmados foram registrados em 203 municípios de 13 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Amapá e Amazonas são os únicos estados da Federação que não tem nenhum registro de casos.
Segundo o boletim, dos 3.935 casos suspeitos de microcefalia que ainda estão sendo investigados, 60,1% foram notificados em 2015 e 39,9% este ano.
Também foram notificados 108 mortes de bebês com suspeita de terem sido causadas por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação. Dessas, 27 foram confirmadas, 70 continuam em investigação e 11 foram descartadas.
“O ministério está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central informados pelos estados e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do Zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral”, informou a pasta.
Com informações da Agência Brasil/Foto: Edmar Melo/JC Imagem
