O clima esquentou na Câmara de Vereadores na sessão ordinária da última segunda-feira (21). A confusão começou após o vereador Marden Lessa (PCdoB) apresentar duas resoluções que solicitam a realização de duas sessões ordinárias por semana. Durante a sessão, a vereadora Rose Queiroz (PPS) pediu que os projetos fossem retirados da pauta de votação.
Segundo Queiroz, por se tratar de um colegiado, teria que haver uma conversa prévia e que a resolução iria acrescentar uma redução 50% nos salários dos vereadores.
Já o vereador Anselmo Duarte (Sem partido) alegou que não existe demanda para duas sessões semanais, insistindo que fosse retirado de pauta o projeto.
As resoluções chegaram ir para a mesa de votação com a assinatura de Lessa, do presidente da Casa, Jailton Polícia (PRP), e dos vereadores Antônio Carlos Soró (PPS) e Pastor Melquisedeque (Sem partido), mas, dois deles, recuaram. Soró e Melquisedeque afirmaram que assinaram a resolução por se tratar de outro projeto.
Como a maior parte dos vereadores foram contra a votação, iniciou-se uma discussão entre Anselmo e Jailton, um dos favoráveis ao projeto. O bate- boca foi intenso e o presidente da casa desligou o microfone do plenário. Durante a discussão, Jailton declarou que o grupo de Jeferson Andrade não tem falado a mesma língua. Irritado, Anselmo teria chamado o presidente de ditador.
Após o conflito da base governista na sessão, Lessa acabou retirando o projeto da pauta de votação. Mesmo com o fim da sessão, o bate-boca durou alguns minutos nos bastidores da Câmara.
