Padilha diz que governo não teme vaias durante abertura dos Jogos

Rio de Janeiro - O ministro interino da Casa Civil, Eliseu Padilha fala durante cerimônia de abertura da Casa Brasil no Pier Mauá, na zona portuária da capital. (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou hoje (4) que o presidente interino, Michel Temer, não teme hostilidades por parte dos brasileiros que estarão presentes amanhã (5), no Estádio do Maracanã, por ocasião da solenidade de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Ao participar da abertura oficial da Casa Brasil, localizada no Píer da Praça Mauá, no centro da cidade, Padilha disse que o evento de abertura é um acontecimento do Brasil e de todos os brasileiros e que o direito de manifestação é livre.

Para o ministro interino, no entanto, quem fizer qualquer tipo de manifestação contrária ao evento estará jogando contra o Brasil e contra os brasileiros.

Padilha lembrou que o escritor e cronista Nélson Rodrigues dizia que no Maracanã vaia-se até minuto de silêncio. “Então nós estamos preparados para, se for o caso, ouvir as manifestações democráticas, livres e abertas dos brasileiros”.

Para ele, não há, portanto, nenhuma temeridade e nenhuma contrariedade à livre manifestação. “Nós temos que conviver com a sociedade brasileira como ela é”.

Legitimidade

Sobre a legitimidade de um presidente interino representar o país na abertura dos Jogos, Padilha disse que o presidente Michel Temer não se sentirá constrangido em receber os chefes de Estado e de Governo que vierem ao Rio para a solenidade de amanhã.

“A Constituição diz que nos impedimentos do presidente da República, assume o vice que passa a ser presidente, então ele está no pleno exercício da presidência, no que pese o fato de haver a interinidade devido ao afastamento da presidente”, disse.

Padilha disse ainda que não tem dúvidas de que o processo de impeachment de Dilma será aprovado no Senado, ratificando o entendimento da Câmara dos Deputados e afastando em definitivo a presidenta. “Eu conheço a Casa, tenho ouvido e visto algumas manifestações de que deverá ser confirmado [o impeachment] no Senado Federal.

Com informações da Agência Brasil