Em um relato em uma rede social, Paula contou que o agressor a seguiu durante o caminho até o campus, e a empurrou contra a parede do Paf. “Começou a apertar meu pescoço e meu rosto dizendo para eu não gritar. Em momento nenhum ele me pediu celular ou coisa do tipo”. relatou a jovem.
A estudante foi socorrida por um dos seguranças da Ufba, que ouviu seus gritos. “O segurança perguntou o que tava acontecendo. Ele disse que eu era maluca e não aceitava o fim do nosso relacionamento e estava agredindo ele”, dizia o relato. Após isso, o agressor foi embora.
Em nota, a Ufba informou que a Ouvidora da universidade entrou em contato com a estudante e agendou uma reunião para os próximos dias. Além disso, a Coordenação de Segurança tomou as providências cabíveis e também se colocou à disposição da estudante para orientá-la e apoiá-la nos procedimentos de registro da ocorrência.
A assessoria da universidade ressaltou que a segurança da comunidade é objeto da maior atenção por parte da Administração Central da Ufba, que investe recursos em pessoal e equipamentos de segurança, além de manter diálogo constante com as instituições de segurança do estado e a Polícia Federal.
Segurança nos campi
Os estudantes da Ufba estão discutindo a segurança na universidade e alguns deles pretendem organizar uma reunião para debater o assunto – um encontro marcado para essa sexta acabou sendo adiado, mas deve acontecer em breve.
“A nossa intenção é chamar á atenção da reitoria de que as medidas de segurança adotas não estão funcionando, e que elas necessitam de uma nova formulação e um trabalho mais conjunto com o estudante”, afirma uma das organizadoras do evento, a estudante de farmácia, Sarah de Souza, 19 anos.
No início deste ano, os alunos já estavam se mobilizando para exigir mais segurança da universidade. Um deles, era o estudante de história, Pedro Uzeda, 21. “Estava tendo uma onda imensa de assaltos em todos os campus da Ufba. Queríamos medidas simples como iluminação dentro dos campus e cortar a grama das entradas, pois pode ajudar o bandido a se esconder”, conta o estudante.

Em fevereiro, a Ufba lançou o programa de segurança de 90 dias, que incluía medidas como as citadas por Pedro. Segundo ele, no entanto, nem todas foram portas em prática. “Pouco foi feito e, nesse meio tempo, o semestre passado acabou. Esse começou em julho e a insegurança continua”. “Aluno da federal já é PhD em ser assaltado e nada acontecer”, completa ele.
Tanto Sarah como Pedro já foram assaltados a mão armada, nos arredores da universidade. Ambos tiveram seus celulares roubados.
O prazo para a conclusão das medidas de segurança terminou em junho, porém, devido aos cortes nos repasses financeiros, a Ufba o estendeu por mais 60 dias. Ao fim do prazo inicial, universidade só havia conseguido cumprir duas, das sete medidas anunciadas.
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