Alexandre de Moraes entrega ao Senado currículo de 109 páginas

Indicado pelo presidente Michel Temer para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes exagerou na tentativa de impressionar os senadores que terão que aprovar seu nome.

O ex-ministro da Justiça entregou ao Senado um currículo de 109 páginas, no qual lista de medalha comemorativa recebida por ocasião do centenário do Corpo de Bombeiros a uma entrevista que concedeu. Moraes gasta dezenas de páginas para enumerar as obras publicadas, as bancas acadêmicas das quais participou e as palestras que já deu, mas é econômico ao falar de seu escritório de advocacia. E peca ao apresentar alguns dados desatualizados.

O documento entregue pelo governo ao Senado tem, ao todo, 132 páginas. Além do currículo, há outros textos, como uma apresentação de quatro páginas em que Moraes se diz apto a ocupar o cargo de ministro do STF. No texto, ele também diz que abriu escritório de advocacia em julho de 2010, em São Paulo, e deixou de ser sócio em maio de 2016, ao virar ministro da Justiça.

Acusação de plágio

Moraes foi acusado de plágio no livro “Direitos Humanos Fundamentais”, no qual teria copiado trechos do livro do ex-juiz espanhol Francisco Rubio Llorente. A comparação dos trechos foi alertada pelo professor de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais Fernando Jayme, nas redes sociais, e publicada pela “Folha de S. Paulo”.

Em nota, a assessoria do Ministério da Justiça alega que a bibliografia do livro de Moraes tem “mais de uma centena de livros”.