Em entrevista à Rádio Baiana FM nesta terça-feira (21), o secretário de Mobilidade Urbana de Salvador, Fábio Mota, afirmou que o BRT deve transportar 31 mil pessoas no horário de pico e em condições melhores que o atual sistema de transporte público da cidade. “É um número muito alto que vai melhorar bastante tanto a questão da mobilidade, quanto a questão do transporte público”, afirmou.
De acordo com o secretário, o primeiro trecho da obra do BRT custou R$ 408 milhões, valor repassado pela Caixa Econômica, e que no segundo trecho, serão R$ 300 milhões do governo federal e R$ 112 milhões de empréstimos tomados pela prefeitura de Salvador. “Ao todo, o projeto possui três trechos, 12 estações, 12 km de via e 8 viadutos com valor total de investimento previsto de R$ 820 milhões”, disse.
Fábio Mota afirmou que a importância do projeto está nas intervenções que serão feitas em áreas crônicas da cidade, através da construção de elevados e viadutos. Com isso, além das melhorias no transporte público, haverá melhoria no transporte individual. “Imagine que hoje, em horário de pico, você demore em torno de uma hora, uma hora e dez pra sair da Lapa e chegar ao Iguatemi. Você vai ter um transporte que vai fazer esse trajeto em 16 minutos. Melhora a vida das pessoas que utilizam o transporte público com uma maior qualidade. No transporte individual, você vai sair do Iguatemi até o final da Vasco da Gama sem pegar uma sinaleira, quase uma via expressa na cidade”, esclarece o secretário.
Segundo Mota, a prefeitura não vai esperar acabar a primeira etapa da obra para começar a licitar a segunda. “A prefeitura fez o dever de casa e pôde tomar o recurso para a obra. Na segunda etapa, a verba maior vem do governo federal. Nós vamos trabalhar para que a obra não passe dos 30, 36 meses. Pretendemos, no segundo semestre, começar as obras do primeiro trecho e a licitação das obras para o segundo trecho”, relata.
