vice-governador e secretário de Planejamento da Bahia João Leão (PP) é suspeito de ter recebido R$ 100 mil, de forma não contabilizada, na campanha a deputado federal em 2010. A denúncia foi feita pelos delatores da Odebrecht José de Carvalho Filho e Luiz Eduardo da Rocha.
Os depoimentos foram encaminhados à Justiça Federal na Bahia e à Procuradoria da República na Bahia pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.
Conforme a denúncia, no ano de 2006 e 2014, também houve solicitação por parte de João Leão, mas em 2006 o pagamento foi recusado e, em 2014, os delatores não souberam dizer se o pagamento ocorreu.
José de Carvalho Filho mencionou que em 2007, quando João Leão foi relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), ofereceu possibilidade de ajudar a interesses da companhia. Uma planilha apresentada pelo delator Luiz Eduardo indicaria a efetiva realização de pagamentos em favor de Leão, com indicação de vinculação à Usina Eldorado.
A defesa de João Leão disse nesta segunda-feira (17), por telefone, que o vice-governador tem consciência de que não praticou nenhuma irregularidade e que se pronunciará a respeito dos detalhes assim que tiver acesso ao procedimento. A defesa destacou, ainda, que Leão está à dosposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos.
