“A denúncia é frágil”, diz deputado sobre votação da denúncia contra Temer

    Foto: Reprodução/ Folha Regional Bahia

    O deputado federal Benito Gama (PTB) comentou em entrevista ao programa Baiana Livre desta sexta-feira (27), sobre a votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). Para o parlamentar, a matéria não apresenta provas suficientes para julgar o presidente da república.

    “A câmara analisou tudo e não viu nenhum documento, sendo que a denúncia era muito frágil. A denúncia era só adjetivos e conceitos. Você não pode prender ninguém, nenhum brasileiro, muito menos o presidente da república que tem reflexo na economia, na sociedade brasileira sem fundamento. A câmara optou por não autorizar a abertura do processo, sendo que isso não significa que Temer não poderá ser julgado, porque quando ele deixar a presidência o processo vai continuar”, comentou.

    Na ocasião, o deputado também falou sobre a liberação de emendas e o Programa de refinanciamento de dívidas tributárias, o Refis. De acordo com ele, as medidas visam o refinanciamento e geração de emprego e renda.

    “Existe muita conversa e pouca informação. O caso do Refis não é aumento de imposto, mas sim uma redução de multas. O Refis foi um processo que beneficiou empresas, beneficiou pessoas, beneficiou todo mundo. A crise que levou a isso tudo porque perdoando as empresas, elas podem gerar mais empregos, sendo que ele deixa de pagar imposto para pagar a pessoal”, disse

    Sobre a reforma da previdência, Benito acredita que o projeto está em fase final para votação. Ele afirma ainda que o projeto está em tramitação e deve sofrer ajustes antes mesmo do parecer final das comissões da Câmara.

    “Nós perdemos muito tempo elaborando a reforma. O problema da previdência é que o serviço público no Brasil com um milhão de pessoas no país, cria um déficit muito grande. A previdência é uma votação difícil no mundo todo, onde nós temos mais aposentados no Brasil do que a população do Chile e do Paraguai. A questão nossa é que algumas pessoas se apoderaram do serviço público brasileiro. Você ver pessoas ganhando 40, 70, 80 até 100 mil reais por mês, o que torna muito complicado e lhe confesso que fica muito difícil votar”, finalizou o deputado.