MPF investiga suposta falta de manutenção em imóvel alugado pelo IPAC no Pelourinho

Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para apurar suposta falta de manutenção em imóvel situado no Largo do Pelourinho, Salvador-BA, e alugado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).

A portaria que instaura o procedimento foi editada no último dia 23 de setembro, e divulgada na edição da última segunda-feira (4) do Diário Eletrônico do órgão.

Anteriormente, uma notícia de fato havia sido instaurada a partir de uma representação feita pela dona do imóvel, ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) comunicando sobre a falta de manutenção do imóvel localizado em “área tombada de interesse da União”.

A abertura do inquérito pelo procurador Domênico D’Andrea Neto considera o que diz a Constituição a respeito de patrimônio cultural serem “bens de natureza material e imaterial, tombados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira”.

A reportagem procurou o IPAC, por meio de sua assessoria de imprensa na manhã da última segunda, para saber se o órgão já havia sido oficialmente comunicado a respeito da instauração do inquérito, e como se manifesta a respeito da alegação de ausência de manutenção o imóvel que havia alugado.

Outro Lado

Por meio de nota, o Instituto afirmou que, até o presente momento, não foi notificado pelo MPF no sentido de prestar os esclarecimentos pertinentes à questão, e relatou que não restam pendências a qualquer ação inerente ao imóvel no âmbito de suas competências.

De acordo com o pronunciamento, em meados de 2018, o instituto executou uma série de serviços de manutenção predial no referido imóvel, que englobaram a fachada, esquadrias, paredes, fechamentos e revestimentos, pisos, instalações elétricas, pintura e cobertura.

“Após a conclusão dos serviços, foram retirados todos os materiais e equipamentos da obra e feita a limpeza geral do imóvel, que foi devolvido à proprietária. Desde então, o bem não é mais posse do IPAC. Além disso, reafirmamos também que ele não é tombado pelo IPAC e nem mesmo está no entorno de área tombada pelo instituto”, afirma.

Também segundo o órgão, em audiência realizada no curso de um inquérito instituído pelo MP-BA, em janeiro de 2020, ficou definido que a equipe técnica do IPAC faria uma nova vistoria no local para avaliar a situação de um “arbusto” enraizado na estrutura da fachada.

O procedimento teria o objetivo de propor uma solução técnica, levando em consideração as recomendações do IPHAN- Bahia, uma vez que a edificação está em uma área “sob a tutela do órgão Federal”. Nesse sentido, o instituto diz que realizou a nova vistoria e os serviços necessários para a remoção completa do “arbusto”.

Os reparos considerados necessários para a resolução do problema foram devidamente executados, de acordo com o IPAC. O órgão tembém destaca que, no decorrer das investigações, houve um declínio de atribuição do MP-BA, uma vez que o inquérito apurava a conservação de imóvel de interesse da União – papel que cabe ao MPF