Em 3 de março, o presidente publicou uma foto ao lado de Queiroga e disse que o ministro “estuda rebaixar para endemia a situação da Covid-19 no Brasil”. Bolsonaro reforçou a ideia, que não está ao alcance do governo brasileiro, no último dia 16. “Devemos, a partir do início do mês que vem, com a decisão do ministro da Saúde de colocar fim à pandemia, voltarmos à normalidade no Brasil”. Como mostrou a Folha, depois de desidratar a promessa de acabar com a pandemia, a Saúde passou a mirar a revogação de regras que são tidas como desnecessárias neste momento, em que casos e óbitos da Covid estão em queda, como a restrição para exportar medicamentos, oxigênio e outros itens de saúde. Já o fim da cobrança de testes da Covid a viajantes vacinados deve valer em aeroportos e nas fronteiras terrestre e aquaviária. As mudanças foram sugeridas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na última semana. A decisão final será oficializada em portaria pelo Ministério da Saúde, pela Casa Civil, pelo Ministério da Justiça e da Infraestrutura. Pela regra atual, quem entra no Brasil por voo internacional deve apresentar resultado negativo em teste para Covid e certificado de vacinação. Se não estiver vacinado, além de apresentar o teste, o passageiro deve realizar quarentena de até 14 dias. Este isolamento pode ser dispensado a partir do quinto dia, desde que o viajante esteja assintomático. A ideia agora é dispensar a quarentena de não vacinados que apresentarem teste negativo no embarque. Mateus Vargas/Folhapress

    A Ucrânia e a Rússia retomaram as negociações de paz nesta sexta-feira (1º) em formato online, informou o gabinete presidencial da Ucrânia, citando o negociador ucraniano Mykhailo Podolyak, mas sem fornecer detalhes.

    Delegações dos dois países realizaram conversações na Turquia na terça-feira (29), e Podolyak disse que se sentiu “positivo”.

    O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, afirmou hoje mais cedo que Moscou estava preparando sua resposta às propostas ucranianas apresentadas nas conversações presenciais.

    Zelenskyi

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que a situação no Sul e na região de Donbass continua extremamente difícil e reiterou que a Rússia está reunindo forças perto da cidade sitiada de Mariupol.

    E em um raro sinal de dissidência interna, Zelenskiy afirmou, em discurso por vídeo, que demitiu dois membros de alto escalão do serviço de segurança nacional, alegando que eram traidores.

    Acrescentou que os russos são tão maus e ansiosos pela destruição que parecem ser de outro mundo, “monstros que queimam e saqueiam, que atacam e estão empenhados em matar”.

    A Rússia diz que está realizando “operação especial” para desarmar e “desnazificar” o país vizinho. Moscou nega as acusações de Kiev de que as forças russas estão atacando civis.

    Para Zelenskiy, as forças ucranianas fizeram os russos recuarem de Kiev e Chernihiv – duas cidades que Moscou anunciou que não seriam mais o foco dos ataques e que buscam assegurar as regiões separatistas de Donbass e Luhansk, no sudeste.

    “Haverá batalhas pela frente. Ainda precisamos percorrer um caminho muito difícil para conseguir tudo o que queremos”, declarou.

    “A situação no Sul e em Donbass continua extremamente difícil.”

     

    Agência Brasil