
Os preços recuaram em média 0,82% em agosto na Região Metropolitana de Salvador. A conclusão é do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que coleta os valores entre a segunda metade do mês anterior e a primeira quinzena do mês pesquisado. A variação de -0,82% do IPCA-15 da RMS, além de ser a mais baixa da série histórica iniciada em 1991, revela uma deflação mais intensa do que a média nacional (-0,73%).
A deflação em agosto é resultado da queda média de preços em 4 dos 9 grupos de produtos e serviços investigados. Os transportes (-6,74%) foram os principais responsáveis pelo fato de o índice recuar na região, puxados pela queda nos combustíveis (-18,24%), em especial, da gasolina (-19,60%). Alimentação e bebidas (1,36%) seguiram com alta nos preços. A principal influência foi o aumento no leite longa vida (28,29%).
Entre os grupos com queda nos preços, vale citar também Comunicação (-1,01%). Esta variação para baixo foi causada principalmente pelos planos de telefonia móvel (-1,61%) e os aparelhos telefônicos (-1,86%).
Dianteira
Os números deste mês não foram suficientes para tirar da RMS o maior IPCA-15 acumulado do ano (5,92%). A média do país ficou em 5,02%. Rio de Janeiro e São Paulo possuem as RMs com a segunda (5,85%) e terceira (5,79%) maiores variações acumuladas.
Neste mês, todos as 11 regiões pesquisadas tiveram deflação, ficando a RM de Salvador com apenas a 9ª maior queda. Os índices mais baixos ocorreram nas RMs de Belo Horizonte/MG (-1,58%) e Recife/PE (-1,44%).

No acumulado nos 12 meses encerrados em agosto, o IPCA-15 da RM Salvador desacelerou, passando de 12,74% no intervalo finalizado em julho, para 10,88%. Também neste cenário a RMS continua acima da média nacional (9,60%) e com o índice mais alto do país.
Fonte: Bahia.ba

