Deputado se defende das acusações de superfaturamento das obras do Metrô

O deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB), em entrevista ao programa Baiana Livre desta terça-feira (07), negou as acusações de superfaturamento de verbas no Metrô de Salvador na época em que foi prefeito. Ele afirmou que há nenhuma acusação formal e que isso é uma retaliação por causa da convocação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. “Não há nenhuma acusação contra a minha pessoa, nem do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União. Na verdade, o que está acontecendo é uma reação do PT à minha atitude, pelo fato de convocar na semana passada, ao presidir a CPI, o tesoureiro do PT, o João Vaccari. Isso deixou alguns petistas aborrecidos e até transtornados”, disse Imbassahy.

Segundo a reportagem da Folha de S. Paulo do último domingo (5), o Ministério Público Federal (MPF) acusou empreiteiras Camargo Correia e Andrade Gutierrez, envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras, de superfaturamento nas obras do metrô de Salvador em 1999, época em que o deputado era prefeito da cidade. O Tribunal de Contas da União (TCU) detectou ao menos R$ 166 milhões de sobrepreço nos registros da obra. Por conta de irregularidades, o Ministério Público moveu duas ações, posteriormente suspensas por apresentar grampos telefônicos ilegais como provas. No entanto, o MPF ainda recorre no Supremo Tribunal Federal (STF). A deputada estadual, Luiza Maia (PT), vai propor uma CPI na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para investigar as denúncias.

Com informações do BN