Investigação acusa Marin de receber mais de R$ 20 milhões em propinas

O Departamento de Justiça americano divulgou um documento de 168 páginas em que detalha as acusações feitas aos dirigentes da FIFA presos em Zurique. Suborno, lavagem de dinheiro, fraude, obstrução de justiça entre outros crimes são listados em 12 casos ou “esquemas”. O  documento traz vários personagens sem nome – mas frisa que suas identidades são conhecidas pela investigação. O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, é acusado de vários crimes – e especificamente de receber suborno em duas negociações.

A primeira acusação contra o brasileiro é relacionada às próximas quatro edições da Copa América. Segundo a acusação, a empresa Datisa pagaria até US$ 110 milhões em subornos (cerca de R$ 340 milhões) para garantir os direitos da competição até 2023. A investigação aponta que Marin teria recebido pelo menos US$ 6 milhões (cerca de 19,2 milhões de reais ) até agora pela Copa América.

No capítulo da Copa do Brasil, a investigação relata uma disputa entre duas companhias de marketing esportivo pelos direitos da competição a partir de 2013. Marin dividiria R$ 2 milhões a cada ano de contrato na Copa do Brasil com dois outros dirigentes. O contrato ira até 2022 – logo os cartolas dividiriam cerca de R$ 20 milhões por três – cada um levaria aproximadamente R$ 6,7 milhões. Até 2015, o cartola teria recebido cerca de R$ 2,65 milhões.

Com informações do Globo Esporte