O governo anunciou, para este ano, uma contração de 1,49% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos no país), maior do que a prevista anteriormente, de 1,2%, e também elevou a previsão da inflação para 2015, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para 9%, superior à projeção de alta de 8,26% feita antes.
A projeção do mercado financeiro para o PIB é uma retração ainda mais acentuada, de 1,7%. Para a inflação, investidores e analistas esperam alta de 9,15%. As informações estão no boletim Focus divulgado na segunda-feira (20).
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que fatores externos têm tido influência na contração da economia. Segundo ele, até o momento, o ajuste fiscal promovido pelo governo não teve influência na desaceleração. De acordo com o ministro, há uma preocupação do governo, mesmo fazendo o ajuste, em criar oportunidades para a retomada do crescimento. “Ao invés de aumentar a carga tributária estamos procurando ter receitas que venham da ampliação de oportunidades”, disse Levy, que citou a elevação da arrecadação por meio das concessões.
Com informações da Agência Brasil
