O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) minimizou os problemas de relação com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ampliados a partir da apresentação na segunda-feira (10) da chamada Agenda Brasil. Segundo Renan, as instituições devem ficar em primeiro lugar.
“Evidente que pode haver diferença pessoal entre os presidentes da Câmara e do Senado. O que não pode haver e não haverá e o Brasil não permite é a diferença das instituições. Conflito entre Câmara e Senado não devia existir”, afirmou o presidente do Senado, destacando que as diferenças pessoais fazem parte do processo democrático.
Segundo Renan Calheiros, na segunda-feira (17) será apresentado um cronograma detalhado com as propostas consensuais da Agenda Brasil e em condições de ser pautadas. “O Brasil não cabe mais no seu PIB e a cada momento – como se isso não estivesse sendo levado em consideração – compatibilizamos mais despesas. Isso significa mais crise econômica, mais dificuldade na política.”
Sobre o último projeto do ajuste fiscal pendente na pauta do Senado, o PLC 57/15, o presidente do Senado disse que a votação ocorrerá no dia (18). A proposta, que estava com votação prevista para hoje, redefine a política de desoneração da folha de pagamento e aumenta as alíquotas sobre a receita bruta das empresas de 56 setores da economia.
“Não há consenso ainda, mas estamos trabalhando”, afirmou, acrescentando que a Câmara excluiu cinco setores da proposta, que precisa ser analisada pelo Senado.
Com informações da Agência Brasil
