Mercedes ou Ferrari: estas são as duas únicas opções da Red Bull caso a Renault decida deixar de fornecer motores para a equipe a partir de 2017, quando se encerra o atual acordo com os franceses. Os tetracampeões não consideram uma eventual parceria com a outra fornecedora de motores da Fórmula 1, a Honda, ou mesmo contar com outra marca.
A relação da Red Bull com a Renault vem se deteriorando nos últimos meses, com as dificuldades que os franceses vêm tendo para melhorar a confiabilidade e a competitividade das unidades de potência híbridas V6 turbo, utilizadas na F-1 desde o início de 2014. O período coincide com a queda nos resultados do time, que foi tetracampeão entre 2010 e 2013, também com a Renault, e hoje é a quarta colocada no mundial.
Com a relutância de Mercedes e Ferrari em fornecer seus motores para um time cujo orçamento permitiria competir de igual para igual com suas equipes de fábrica, chegou a ventilar a possibilidade de uma montadora iniciar um projeto do zero para atender a Red Bull, como a Volkswagen, mas isso foi rechaçado pelo consultor do time, Helmut Marko.
“Essa unidade de potência é tão complicada que não dá para dizer ‘ok, vamos fazer'”, afirmou ao motorsport.com. “Você precisa de pelo menos três anos de desenvolvimento e é uma decisão que depende de um grande investimento financeiro. Se eu estivesse no conselho de algum grande fabricante, perguntaria ‘para onde a F-1 está indo? Quais as regras? Há estabilidade?’ Há muitos pontos de interrogação, eu diria.”
O austríaco também deixou claro que, mesmo que a Renault decida comprar a equipe Lotus e volte a ter seu time próprio a partir do ano que vem, isso não afeta a Red Bull. “Temos um contrato [para 2016] e, se a Renault decidir comprar uma equipe, não tem problema. Mas para 2017 a história é diferente. Estamos estudando tudo. Como se diz, nunca diga nunca. Estamos avaliando as opções.”
Com informações do UOL