Os trabalhadores da Petrobras na Bahia entraram em greve por tempo indeterminado desde domingo (1º). Segundo o Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-BA), os trabalhadores da Bahia aderem à movimentação nacional. Segundo o movimento, cerca de 33 plataformas estão paralisadas, afetando a produção de 500 mil barris de petróleo em todo o país.
A paralisação, que teve início no último domingo (1º), conta com o apoio do MST, Sindicato dos Rodoviários da Bahia, da Central Única dos Trabalhadores, Comunidade Quilombola de São Braz e dezenas de dirigentes sindicais de outras entidades. A greve é contra a venda de ativos, corte de investimentos, interrupção de obras, retirada de direitos da categoria e manutenção dos empregos. “A categoria entende que esse é o momento de pressionarmos o governo e a nova gestão da empresa para nós termos essas conquistas. Pelo menos ter a reunião para discutir nossa pauta e trazer vitória para nossa categoria”, disse o presidente do Sindicato, Deyvid Bacelar, em entrevista ao programa Fala Comigo desta terça-feira (3).
Agressão
De acordo com o Sindipetro-BA, um policial militar tentou agredir e deu voz de prisão a três membros do sindicato, durante a manifestação realizada na manhã de ontem (2), no Trevo da Resistência, em São Francisco do Conde. “Um dos policiais desce do carro extremamente alterado e indo direto no nosso repórter fotográfico que tinha registrado as imagens da reunião suspeita entre a gerência geral da Refinaria Landulpho Alves e alguns policiais da PM. Nosso repórter não deu a máquina dele, pois é um direito que ele tem. O policial se alterou muito e deu voz de prisão”, explicou Bacelar.
Ainda segundo o sindicato, um grupo de trabalhadores continua trabalhando na unidade, para garantir a produção na Refinaria Landulpho Alves. O caso foi denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
