O governo optou nesta quarta-feira (4), por abrir mão do prazo de 45 dias concedido pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e levar pelas mãos do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, e do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, a defesa prévia das contas de 2014 que foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
No documento, foi apontado pela primeira vez o extrato da dívida com as pedaladas. A conta mostra um débito de R$ 22,438 bilhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); R$ 20,737 bilhões com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); R$ 12,329 bilhões com o Banco do Brasil e R$ 1 509 bilhão com a Caixa Econômica Federal. A dívida somada das pedaladas chega a R$ 57 bilhões. A entrega do documento voltou a gerar divergências entre os articuladores do governo no Congresso. Enquanto lideranças na Câmara garantem tranquilidade no julgamento que será feito primeiro pela Comissão de Orçamento, no Senado apontam instabilidade na base de apoio ao governo e temem que as contas de 2014 sejam reprovadas novamente.
Na entrega do documento, Wagner mostrou confiança em uma reversão do julgamento do TCU. Afirmou que não seria “nada anormal” se as contas fossem aprovadas pelo Congresso. “O governo está tranquilo quanto à análise técnica e a consequente aprovação das contas”, disse o líder do governo na Comissão de Orçamento, Paulo Pimenta (PT-RS).Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo ontem, senadores apontaram a decisão de entregar a defesa e acelerar o processo de apreciação das contas como “arriscada”. A proposta era que se aguardasse, até 17 de novembro, pela próxima sessão do Congresso em que seria possível ter um termômetro da fidelidade dos deputados na Câmara.
Com informações do Estadão
