Estado registra mais de 100 casos de microcefalia

    A Bahia tem 112 casos suspeitos de microcefalia, de acordo com os dados divulgados na manhã desta sexta-feira (4) pelo governo do Estado. Segundo os dados, as notificações foram registradas até a última terça-feira (1º) em 34 municípios. Até agora, 26 casos da condição neurológica foram confirmados. Desse total, seis bebês já morreram nos municípios de Salvador, Itapetinga, Olindina, Tanhaçú, Camaçari e Itabuna.  O maior número de casos foi registrado em Salvador, com 69.

    Segundo o governo, o número foi atualizado seguindo o padrão estabelecido até esta quinta-feira (3) pelo Ministério da Saúde, no qual considerava bebês com microcefalia aqueles que tivessem perímetro cefálico igual ou inferior a 33 centímetros. No entanto, no mesmo dia o Ministério da Saúde adotou outro critério, também usado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em que é considerado o perímetro encefálico igual ou menor que 32 centímetros. Nesse novo critério, a Bahia possui 87 casos notificados. A Sesab também ressalta que há 42 notificações em que o perímetro cefálico não foi informado.

    Por conta do aumento nos casos, o Centro de Operações de Emergências em Saúde do Governo da Bahia entrará em funcionamento na próxima quinta-feira (10). De acordo com a pasta, o local terá o objetivo de atender às necessidades de produção e atualização de informações sobre o quadro epidemiológico baiano e estabelecimento das medidas de vigilância, controle e atenção à saúde.

    A iniciativa produzirá boletins semanais, divulgados sempre às segundas-feiras, a partir das 15h. O Centro de Operações também será responsável pelo envio de equipes para auxiliar os municípios na investigação em campo, clínica e laboratorial, bem como o estabelecimento de um plano para controle dos casos de microcefalia e redução dos agravos. “Caso necessário, o envio de recursos adicionais será realizado”, afirmou o gestor da Sesab, Fábio Vilas-Boas. O secretário afirmou ainda que está em produção uma nova campanha de mobilização que envolve a população e os gestores municipais.

    O Ministério da Saúde investiga a relação da microcefalia com o Zika vírus e febre chikungunya. As doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti.

    Com informações do Correio e A Tarde