Doriva é o novo técnico do Bahia. O anúncio aconteceu na manhã desta quarta-feira (16), pela Diretoria do clube. Natural de Nhandeara-SP, Dorival Guidoni Júnior tem 43 anos e o único treinador na história a conquistar títulos estaduais consecutivos no eixo Rio-São Paulo. O feito aconteceu nas últimas duas temporadas, sempre quebrando tabus: em 2014, surpreendeu o país ao ser campeão paulista pelo Ituano. Em 2015, pôs fim a um jejum de 12 anos do Vasco sem levantar o troféu carioca.
“Além disso, ele vem de uma passagem muito boa na Ponte Preta, recuperando o time no último Brasileirão e levando a Ponte próxima ao G-4”, diz o diretor de futebol Nei Pandolfo. A campanha, com direito a quatro triunfos seguidos, despertou o interesse do São Paulo, onde Doriva ficou até novembro.
Auxiliares Técnicos
Além do treinador Doriva, o clube contará com mais dois novos profissionais na comissão técnica para temporada de 2016: Eduardo Souza e Anselmo Sbragia. Não será a primeira vez de Eduardo no futebol nordestino. Ele teve duas passagens como auxiliar do CRB e em uma delas chegou a ser efetivado no cargo.

Eduardo acompanhou o novo técnico do Bahia no Vasco da Gama, Ponte Preta e também no São Paulo. “Nós esperamos fazer um grande trabalho no Bahia e ganhar títulos, sem falar no ponto mais importante do ano: voltar à primeira divisão. A gente também quer fazer parte deste novo Bahia, mais estruturado e tão elogiado por outros profissionais”, comentou.
Já o experiente Anselmo Sbragia atuou 17 anos no Palmeiras, onde iniciou a parceria com Doriva no Ituano e depois continuaram juntos no Atlético Paranaense. No entanto, em 2013, atendeu ao convite e decidiu fazer parte da comissão técnica da seleção brasileira na Copa das Confederações e Copa do Mundo de 2014.
Anselmo voltou a trabalhar com Doriva no São Paulo, último clube do treinador em 2015, e continuará ao lado do técnico agora no Esquadrão. “Será uma grande satisfação trabalhar em um grande clube como o Bahia e com excelentes profissionais que lá estão”, elogiou.
No Bahia, seu primeiro clube nordestino do currículo. “Temos uma grande e longa amizade. Somos amigos pessoais, estamos trocando ideias e acredito que faremos um grande trabalho. Quanto a trabalhar no Nordeste, onde as temperaturas são mais altas, eu já estou acostumado. Em São Paulo, em alguns momentos, a temperatura no interior também era extremamente elevada e não creio em problemas de adaptação”, afirmou.
Foto: Divulgação/ EC Bahia
