O desgaste que o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) tem sofrido com o pedido de impeachment avançando na Câmara Federal, aliado ao cenário de crises econômica e política, estaria levando partidos que integram a base aliada a avaliarem um possível rompimento. Hoje, o PMDB, sigla do vice-presidente da República, Michel Temer, reúne-se para votar se fica ou rompe com o governo Dilma. O ato pode levar outras legendas como o PR, PP e PSD, pressionadas pelos parlamentares, a discutir o afastamento do arco de alianças do governo petista.
No Partido Progressista (PP), a ala oposicionista ao governo conseguiu reunir assinaturas de deputados federais e convocou uma reunião para discutir o desembarque da base. No entanto, segundo o deputado federal baiano, Cacá Leão, o partido seguirá apoiando Dilma. “A oposição dentro do partido conseguiu o número de assinaturas para convocar a executiva, que ninguém sabe para quando vai marcar a reunião. Hoje, a maioria tem força para permanecer com o governo”, disse o parlamentar à Tribuna.
O pepista afirmou ainda que a bancada baiana do partido deve se posicionar na reunião da executiva pela permanência na base de Dilma. “No partido, estamos unidos. Nossa bancada se reuniu com o governador Rui Costa e a gente deve votar pela manutenção da aliança. Se a votação fosse hoje, a gente ganharia. Mas como em política tudo pode mudar, amanhã ninguém sabe”, frisou Cacá Leão, apontando que seus colegas baianos Ronaldo Carletto, Mário Negromonte Júnior e Roberto Britto devem se posicionar pela continuidade na base do governo Dilma Rousseff.
Cacá ainda ressaltou que o cenário estava pior e obteve um equilíbrio com a chegada do ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, na articulação política do Palácio do Planalto. “O ministro Wagner trouxe a força que estava faltando”, afirmou. Na Câmara, o PP tem 49 deputados e pelo menos 15 são favoráveis ao rompimento e 35 estariam indecisos esperando o posicionamento oficial do partido.
Com informações do Tribuna da Bahia
