O senador Walter Pinheiro formalizou ontem (29) o que há muito já se sabia: que não ficaria mais no PT, partido que ajudou a fundar e que estava filiado há 33 anos. Segundo informação da cúpula do próprio Partido dos Trabalhadores, a presença de Pinheiro na sigla já não era bem vista há muito tempo, seja pelos seus dirigentes, seja pela militância petista.
Além do tom crítico que se dirigia a muitos dos correligionários envolvidos em escândalos de corrupção, o senador dava mostras do descontentamento se mantendo distante de atos e eventos da sigla, sobretudo, em solo baiano. Eleito para o Senado em 2010 com 3,6 milhões de votos, sob o mantra de pertencer ao time de Dilma, Lula e Wagner, o agora ex-petista protocolou seu requerimento de desfiliação junto ao diretório do PT em Salvador e junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Apesar de não ter informado para qual partido irá e nem os motivos que o fizeram decidir pela saída da legenda, o senador baiano deve aterrissar no PSD, comandado na Bahia pelo também senador Otto Alencar. Segundo integrantes da cúpula do próprio PT, a decisão de Pinheiro deixar o partido estaria muito bem alinhada com o governador Rui Costa.
A estratégia, segundo um petista de alto coturno, é fazer com que o agora ex-integrante da sigla se lance na disputa pelo Palácio Thomé de Souza, na eleição deste ano, contra o prefeito ACM Neto, candidato favorito à eleição pelo DEM. A ideia seria se juntar aos também pré-candidatos Alice Portugal, do PCdoB, Juca Ferreira ou Afonso Florence, do PT, Sargento Isidório, do PROS, e Lídice da Mata, do PSB, caso o governador também consiga convencer a aliada a se lançar na disputa pela prefeitura. Essa seria a única possibilidade, na visão de parte do governo, de levar a disputa na capital baiana para o segundo turno.
Com informações do Tribuna da Bahia/Foto: Divulgação
