Vinte e quatro ônibus foram queimados em Salvador este ano, segundo levantamento realizado pela Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob) e divulgado hoje (12) pelo jornal Correio. Oito deles tiveram perda total e os demais foram danificados, gerando um prejuízo estimado em R$ 3 milhões, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps). “Isso é um absurdo e quem mais sofre é a população, que fica sem ônibus. É menos um na frota”, diz o secretário municipal de Mobilidade, Fábio Mota.
O último ônibus queimado na cidade foi neste domingo, no km-09 da BA-528, conhecida como Estrada da Base Naval. Segundo a Polícia Militar, o veículo fazia a linha Base Naval-Lapa.
De acordo com o diretor de Relações Sindicais do Setps, Jorge Castro, o problema é que os ônibus que têm perda total não são repostos de imediato, por questões de logística, deixando a frota desfalcada. “Não se compra um ônibus como se compra um carro. É muito difícil achar ônibus para pronta-entrega. Isso pode levar de 30 a 60 dias ou até mais. Quando o ônibus chega, ainda tem que ser pintado nas cores da empresa”, explica.
